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Brasil e Nova Zelândia buscam novas parcerias para o agronegócio

Comitiva neozelandesa apresenta tecnologias e melhoramento genético em Brasília para fortalecer laços comerciais no campo

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 09:12 • Atualizado em 09/03/2026 • 09:12

Resumo

Participação de cerca de 20 empresas da Nova Zelândia em comitiva no Brasil busca fechar parcerias no agronegócio, apresentar inovações tecnológicas e fortalecer relações comerciais, atraídas pelo potencial produtivo brasileiro e experiência neozelandesa em leite e tecnologia.

Aproximação estratégica entre Brasil e Nova Zelândia é impulsionada por necessidades similares, presença de negociadores e do chanceler neozelandês em evento em Brasília, além do desenvolvimento de sistemas integrados de gestão pecuária e melhoramento genético adaptado ao pasto, beneficiando produtores de todos os portes.

Balança comercial favorável ao Brasil registra saldo positivo superior a 62 milhões de dólares, com exportação de café, celulose e sucos para a Nova Zelândia, enquanto o país oceânico vende medicamentos e derivados lácteos ao Brasil, ilustrando tendência de crescimento nas parcerias, exemplificada pelo sucesso do produtor David na Bahia.

Cerca de 20 empresas da Nova Zelândia participam de uma comitiva no Brasil este mês para fechar parcerias de negócios e apresentar inovações voltadas ao agronegócio. O grupo busca fortalecer a relação comercial com o mercado brasileiro, focando em tecnologias eficientes e soluções para o aumento da produtividade. O potencial do campo brasileiro atrai o país oceânico, que é referência mundial em produção de leite e inovação tecnológica.

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A aproximação entre os dois países é estratégica, apesar da distância geográfica de aproximadamente 12 mil quilômetros. Luiz, gerente de agro no consulado da Nova Zelândia no Brasil, ressalta que necessidades similares entre as nações facilitam o fluxo natural de negócios. O evento em Brasília contou com a presença de negociadores e do chanceler neozelandês.

Inovação e tecnologias para o produtor

Entre as tecnologias apresentadas, destacam-se sistemas de gestão integrada para a pecuária. Um software desenvolvido por empresas neozelandesas permite o gerenciamento completo da fazenda, desde o peso dos animais e o pastejo até os níveis de água e combustível. Outro foco importante é o melhoramento genético, com seleção de vacas adaptadas à dieta de pasto, uma tradição de mais de 100 anos no país oceânico.

As soluções são viáveis tanto para grandes quanto para pequenos e médios produtores rurais. Segundo representantes da comitiva, a genética neozelandesa é uma solução eficaz para converter pasto em leite com eficiência. Essa tradição em inovação remonta a 1936, quando foi inventada a cerca elétrica na Nova Zelândia, equipamento hoje essencial no controle mundial de animais no campo.

Balança comercial e parcerias de sucesso

Atualmente, a relação comercial é favorável ao Brasil, com um saldo positivo superior a 62 milhões de dólares. Em 2025, a Nova Zelândia importou produtos brasileiros como café, celulose e sucos, enquanto exportou para o Brasil medicamentos e derivados lácteos. A tendência é que esse intercâmbio cresça com a adoção de novas tecnologias neozelandesas por produtores locais.

Um exemplo prático dessa integração é o caso de David, um neozelandês que construiu um "império" na pecuária de leite na Bahia. Há 15 anos no Brasil, ele gerencia uma fazenda com 10 mil animais e produz 70 mil litros de leite por dia. David destaca que o bom relacionamento pessoal e objetivos comuns são a base para o sucesso de parcerias entre os dois países no agronegócio.

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