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Após crise com tarifaço, Brasil vai exportar mel à Nova Zelândia e Turquia

Governo concluiu negociações para exportar mel à Turquia e carnes à Nova Zelândia; setor apícola buscava saídas após barreiras dos EUA

Da redação
DA REDAÇÃO

11/03/2026 • 17:44 • Atualizado em 11/03/2026 • 17:44

Produtores de mel brasileiros foram prejudicados pelo tarifaço de Trump

Produtores de mel brasileiros foram prejudicados pelo tarifaço de Trump

Benyamin Bohlouli/Unsplash

O governo brasileiro concluiu negociações bilaterais que garantem a abertura de novos mercados para produtos agropecuários na Nova Zelândia e na Turquia. A medida representa um alívio estratégico, especialmente para o setor de mel brasileiro, que enfrentou severas dificuldades recentes devido ao aumento de tarifas de importação imposto pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump.

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De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o trabalho conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) permitiu que o agronegócio nacional atingisse a marca de 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023. As novas autorizações abrangem desde produtos apícolas até proteínas animais processadas.

Na Turquia, a autorização para a importação de mel e demais produtos apícolas brasileiros é vista como uma oportunidade de ouro para o setor. O país euro-asiático já é um parceiro comercial relevante, tendo importado mais de US$ 3,2 bilhões em produtos do agro brasileiro apenas em 2025.

Até então, a pauta exportadora para os turcos era concentrada em soja em grãos, algodão e café. A inclusão do mel diversifica o comércio e oferece um destino de alto volume para os produtores que foram prejudicados pelo "tarifaço" norte-americano, que encareceu o produto brasileiro no seu principal mercado histórico.

Para a Nova Zelândia, o Brasil obteve sinal verde para exportar também carne suína termoprocessada e bile ovina. Embora o volume financeiro total de exportações agropecuárias para o país da Oceania tenha sido de US$ 107 milhões em 2025, o mercado é considerado estratégico por possuir consumidores de alto poder aquisitivo.

A bile ovina, embora seja um subproduto menos conhecido do grande público, possui alto valor agregado para indústrias farmacêuticas e químicas. Já a carne suína termoprocessada — que passa por tratamento térmico para garantir segurança sanitária — permite que o Brasil avance em exigentes protocolos de biosseguridade internacionais.