Resumo
O frango é a proteína de origem animal mais consumida no mundo e, devido à sua importância nutricional e econômica, celebra-se, neste sábado (10), o Dia Mundial do Frango. Em 2024, a produção mundial de carne de frango superou as 103 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e, desse total, quase 30% vieram da América Latina, de acordo com estimativas do ILP/ALA. Ao todo, 29,9 milhões de toneladas foram produzidas por países da região.
A América Latina também se destaca como grande exportadora global. Das 13,5 milhões de toneladas exportadas mundialmente, 5,7 milhões de toneladas têm origem em países latino-americanos. O Brasil tem parte fundamental neste processo. Sozinho, o país produziu 14,9 milhões de toneladas no ano passado, exportando mais de 5,1 milhões de toneladas para mais de 150 países em todo o mundo.
Para chegar a este patamar, o setor avícola vem investindo pesado em tecnologias de produção e, principalmente, em protocolos sanitários. Atualmente, com a crise da gripe aviária, que registrou surtos em todos os grandes países produtores de frangos, apenas o Brasil mantém o status livre da doença. Esse motivo foi um dos principais impulsionadores da alavancada do país como grande exportador mundial dessa proteína animal.
No entanto, a cadeia produtiva do frango no Brasil vai muito além do status sanitário. No campo, pequenos, médios e grandes produtores trabalham em comjunto com as grandes empresas, em sistemas integrados.
O AgroBand desta sexta-feira (9) foi até o Paraná, que é o estado que mais produz e exporta carne de frangos no Brasil, para mostrar como funciona essa cadeia produtiva, que somente nos quatro primeiros meses deste ano, já exportou mais de 1 milhão de toneladas. Entre os principais cliente estão a China e nos últimos meses, os países da União Europeia, que demandam os cortes de maior valor agregado.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne as agroindústrias de carne de frango, e também, de suínos e ovos, as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) em abril totalizaram 475,9 mil toneladas em abril, e o faturamento do setor chegou a US$ 906,1 milhões, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado do quadrimestre de 2025, o setor alcançou 1,86 milhão de toneladas, volume 9,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024, com 1,70 milhão de toneladas. Em receita, o total embarcado nos quatro primeiros meses do ano chegou a US$ 3,49 bilhões, avanço de 15,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior (US$ 3,02 bilhões).
“O desempenho de abril consolida a tendência de crescimento nas exportações de carne de frango no ano, com manutenção de volumes expressivos e crescimento consistente em receita. A diversificação dos mercados e o bom desempenho em destinos como União Europeia e África do Sul compensaram a retração pontual em países como China e Japão”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Entre os *principais destinos da carne de frago brasileira em abril*, destacam-se:
- *China:* 51,9 mil toneladas ( -10% sobre abril/24), com US$ 127,1 milhões em receita (-1,5%);
- *União Europeia:* 26,8 mil toneladas (+42,8%), com forte alta na receita: US$ 83,5 milhões (+65,2%);
- *África do Sul:* 26,5 mil toneladas (-3,3%), com receita de US$ 14,9 milhões (-3,4%);
- *México:* 18 mil toneladas (-4,6%), com US$ 42,7 milhões (-5,6%);
- *Filipinas:* 26,9 mil toneladas (-8,6%), mas com leve aumento de receita: US$ 22,5 milhões (+1,1%).
“Chama atenção o avanço da carne de frango brasileira em mercados com maior valor agregado e exigências técnicas específicas, em especial, a União Europeia. Isso reforça a competitividade do setor e o reconhecimento da sanidade e rastreabilidade dos nossos produtos”, complementa Santin.
Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, embarques de 187,3 mil toneladas em abril (-4,8% em relação ao mesmo período do ano passado, seguido por Santa Catarina, com 108,3 mil toneladas (+4,2%), Rio Grande do Sul, com 64,8 mil toneladas (-6,4%), São Paulo, com 27,7 mil toneladas (+6,5%) e Goiás, com 24,6 mil toneladas (+5,9%).
A expectativa da ABPA é de que o ritmo de crescimento se mantenha ao longo do primeiro semestre, com impacto positivo nas exportações totais do ano. O setor segue atento à dinâmica internacional de preços, logística e às negociações sanitárias em curso, especialmente em mercados do Oriente Médio e da Ásia.
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