O café produzido na Chapada de Minas, localizada no Vale do Jequitinhonha, busca o registro de Indicação Geográfica (IG) para agregar valor e conquistar novos mercados. A certificação funciona como uma "carteira de identidade" para o produto, garantindo sua origem e qualidade diferenciada.
A iniciativa conta com o apoio do Sebrae e do SENAR, que estão trabalhando na capacitação dos produtores da região.
A Chapada de Minas, no nordeste do estado, possui um terroir ideal para a cafeicultura de alta qualidade:
Características Geográficas: Solo rico em minerais, boas altitudes, clima úmido e temperaturas agradáveis.
Produção: A região tem quase 6 mil produtores que colhem cerca de 400 mil sacas de café por ano.
O produtor rural Nakamura, que cultiva café na região há 40 anos, tem uma produção de 2.000 sacas por ano, sendo 60% de cafés especiais, e já colhe resultados positivos do trabalho.
Características do café
O café da Chapada de Minas possui atributos sensoriais que comprovam sua distinção:
Sabor: Doce e achocolatado.
Aroma: Intenso.
Corpo: Encorpado.
Acidez: De média a alta.
Finalização: Equilibrada e prolongada.
Próximos passos para a certificação
O registro de Indicação Geográfica (IG) é a principal frente de trabalho atual. A região já havia registrado a marca coletiva em 2019, o que possibilitou o acesso a mercados ampliados e a melhoria da governança.
O café da Chapada de Minas já está registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) na modalidade de Indicação de Origem. A expectativa é que o reconhecimento da Indicação Geográfica seja obtido no ano de 2026.
Enquanto aguardam o registro de IG, produtores como a família Nakamura comemoram o reconhecimento com prêmios, como o primeiro lugar na categoria tradições de café natural na quarta edição do Prêmio Café da Chapada de Minas.

