
Carne suína é a opção de proteína animal mais barata do mercado em maio
CNA/Trilux
A carne suína apresenta uma competitividade histórica frente às suas principais concorrentes, a carne bovina e a de frango, nesta última semana de maio. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a diferença de valores entre o quilo do boi e o do porco atingiu o maior patamar real desde o início do monitoramento, iniciado em 2004.
Até o dia 26 de maio, o preço médio da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo registra queda de 3,7% em comparação ao mês de abril. Atualmente, a proteína é negociada a R$ 8,68 por quilo, o que representa o menor valor real desde outubro de 2018. Pesquisadores apontam que esse recuo é provocado pela baixa demanda dos consumidores brasileiros ao longo de todo este ano.
Diferença acentuada para a carne bovina
A vantagem financeira para quem opta pela carne de porco no lugar do bife de boi nunca foi tão grande para o mercado atacadista. Atualmente, o diferencial de preços entre a carcaça bovina e a suína é de R$ 16,56 por quilo. Esse indicador subiu 2,1% somente entre abril e maio.
No agronegócio, o termo "carcaça" refere-se ao corpo do animal após o abate, já limpo e preparado, servindo como base para os preços que chegarão aos açougues. Quando o diferencial aumenta, significa que a carne suína está ficando proporcionalmente mais barata que a bovina, estimulando a substituição no prato do consumidor.
O enfraquecimento do consumo doméstico obriga o setor produtivo a baixar os preços para garantir o escoamento da produção. Esse movimento ocorre mesmo em um cenário onde outras proteínas podem apresentar custos elevados de produção ou exportações aquecidas.
Não é apenas em relação ao boi que o porco se tornou mais atrativo. O diferencial de preços entre a carne suína e a de frango — tradicionalmente a proteína mais econômica do país — registrou uma queda expressiva de 23,4% entre abril e a parcial de maio.
A diferença atual entre essas duas proteínas é de apenas R$ 1,39 por quilo. Este é o menor resultado observado desde abril de 2022, aproximando o custo de aquisição das duas proteínas. Especialistas explicam que, quanto menor essa diferença, mais o consumidor se sente encorajado a migrar para a carne suína sem pesar no orçamento.
Para garantir a precisão dos dados, os pesquisadores do Cepea utilizam valores "deflacionados", o que significa que os preços do passado foram ajustados pela inflação (IPCA) para permitir uma comparação real do poder de compra em diferentes épocas. Com a tendência atual, a carne suína consolida-se como a principal aliada do bolso do consumidor final.
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