Um ciclone extratropical que avança pelo oceano influencia o tempo na região Sul do Brasil neste fim de semana, reforçando a entrada de ar frio e mantendo condições para chuvas intensas. O sistema atua em conjunto com uma nova frente fria, aumentando a nebulosidade e favorecendo pancadas de chuva principalmente entre este sábado (30) e domingo (31).
A mudança no clima interrompe o domínio do ar seco em parte da região e traz um alívio temporário ao calor intenso. Enquanto o interior do país segue sob influência de uma massa de ar seco, o avanço destes sistemas marítimos garante instabilidade nas áreas produtoras do Sul e em parte do Sudeste.
O retorno das instabilidades começou a ser sentido de forma gradual, provocando chuva de moderada a forte nas regiões oeste, noroeste e interior do Rio Grande do Sul. Há, inclusive, risco de temporais localizados nestas áreas. As pancadas de chuva também avançam para o oeste de Santa Catarina e do Paraná ao longo do dia.
Mesmo com a ocorrência de precipitações, as temperaturas ainda seguem agradáveis na maior parte da região durante a sexta-feira. No entanto, a tendência muda conforme o ciclone extratropical — um sistema de baixa pressão atmosférica que se forma em latitudes médias e traz ventos e umidade — se desloca pela costa.
Neste sábado, o tempo permanece instável nos três estados do Sul. A previsão indica chuva moderada a forte em Santa Catarina, no sul e interior do Paraná, além do norte gaúcho, áreas de Serra e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Devido à cobertura de nuvens e ao ar frio associado ao ciclone, as temperaturas ficam mais amenas.
Já no domingo (31), a instabilidade perde força de forma gradual na maior parte da região Sul. Ainda assim, o dia deve ter muita nebulosidade e chance de chuva fraca em áreas litorâneas e serranas. No Rio Grande do Sul, o ar frio será reforçado pela passagem da frente fria em alto-mar, mantendo as marcas nos termômetros mais baixas do que a média para o período.
Enquanto o Sul enfrenta o avanço do ciclone, o Sudeste também sente os efeitos da circulação marítima, que mantém a instabilidade em áreas próximas à costa. O fenômeno transporta umidade do oceano para o continente, o que favorece a formação de nuvens e chuvas isoladas.
Em contrapartida, o interior do Brasil continua sob forte influência de um bloqueio atmosférico que garante ar seco e calor elevado. Para o produtor rural "da porteira para dentro", o cenário exige atenção redobrada com o manejo hídrico, uma vez que o contraste entre os temporais do Sul e a seca do Centro-Oeste influencia diretamente o planejamento das safras e a logística de transporte.
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