
Bambu é visto como uma solução sustentável
Aires Mariga/Epagri
Resumo
Bambu, planta comum no Brasil, é apontado como potencial impulsionador da bioeconomia amazônica, trazendo soluções ambientais e oportunidades para comunidades locais.
Painel na AgriZone durante a COP30 em Belém reuniu cientistas, pesquisadores e representantes do Ministério da Agricultura para debater o papel estratégico do bambu, destacando sua importância para agricultores familiares e exigência de políticas públicas específicas.
Utilização do bambu inclui recuperação de áreas degradadas, prevenção da erosão, melhorias no microclima, sequestro de carbono, geração de renda por meio de colmos, brotos, biomassa e artesanato, além de apresentar baixo custo de manejo e longa vida útil dos rizomas.
Uma planta aparentemente comum no Brasil, com diversos usos - decoração, culinária, paisagismo - agora é vista como um grande potencial para impulsionar a bioeconomia da Amazônia. O bambu pode representar uma solução ambiental e se consolidar como uma cadeia produtiva estratégica para as comunidades amazônicas.
Nesta quinta-feira (13), na AgriZone, espaço dedicado ao agronegócio na COP30, em Belém (PA), o bambu foi o centro de debate entre cientistas, pesquisadores e representantes do Ministério da Agricultura. O painel “Bambu: ativo ambiental inclusivo e suas contribuições para a bioeconomia e tecnologia”.
Clecivaldo Ribeiro, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacou que o bambu já se consolida como uma cadeia produtiva estratégica, especialmente para agricultores familiares, pela diversidade de usos e pela capacidade de gerar renda de forma sustentável. “É uma cadeia com função socioambiental importante. A Política Nacional da Cadeia do Bambu amplia esse trabalho e exige mais políticas públicas voltadas ao setor”, afirmou.
O bambu vem sendo utilizado com êxito em projetos de recuperação de áreas degradadas e na implantação de modelos de transição para a agricultura regenerativa. A planta oferece diversos benefícios na agricultura, como a prevenção da erosão do solo por meio de seu sistema de raízes, melhorias no microclima local como quebra-vento e sequestro de carbono. Além disso, pode ser uma fonte de renda para agricultores familiares através do cultivo de colmos, brotos para alimentação e artesanato, biomassa para energia e produção de celulose.
Benefícios ambientais do bambu
- Controle da erosão: O sistema de raízes e rizomas do bambu estabiliza o solo em encostas e margens de rios, prevenindo a erosão.
- Melhora do microclima: Atua como quebra-vento, protegendo plantações, e aumenta a umidade do solo, favorecendo a sanidade do agroecossistema.
- Sequestro de carbono: O bambu absorve uma grande quantidade de
- Regeneração de áreas degradadas: É uma excelente alternativa para recuperar solos degradados e áreas propensas a deslizamentos.
Benefícios econômicos e de subsistência
- Fonte de renda: A comercialização de colmos, brotos, biomassa, celulose e produtos artesanais gera renda para os agricultores.
- Alimentação: O broto de bambu é um alimento nutritivo para consumo próprio ou para venda.
- Construções rurais: Pode ser usado na construção de estufas, galinheiros, cercas e até mesmo móveis e cabos de ferramentas.
- Produção de biomassa: O bambu é uma matéria-prima valiosa para a produção de energia, com alto poder calorífico, sendo uma alternativa à lenha e ao gás de cozinha.
Benefícios para o manejo da propriedade
- Baixa necessidade de insumos: O bambu cresce rapidamente e é naturalmente resistente a pragas, o que diminui a necessidade de uso de fertilizantes e pesticidas.
- Longa vida útil: Seus rizomas são extremamente longevos, permitindo a regeneração da planta mesmo após cortes.
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