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Clima instável prejudica pastos e pode deixar a carne mais cara no Brasil

Gado criado em sistema extensivo, exclusivamente em pastos, demora mais a engordar e aumenta custo para os criadores

Da redação
DA REDAÇÃO

03/08/2026 • 12:35 • Atualizado em 03/08/2026 • 12:35

O clima seco e as variações de temperaturas intensas estão impactando severamente a alimentação do rebanho e o planejamento dos pecuaristas da região centro-oeste. A falta de chuvas pode se prolongar por meses, prejudicando a qualidade do pasto, que é uma das principais fontes de alimentação do gado criado em sistemas extensivos. A situação reflete diretamente no desempenho dos animais e na rentabilidade das propriedades rurais.

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A maioria das espécies forrageiras presentes nas áreas da região enfrenta limitações de desenvolvimento devido à combinação de escassez de chuvas e mudanças bruscas de temperatura. Essas alterações aceleram a degradação do pasto, tornando necessário o uso de pesquisas e tecnologias para amenizar os impactos negativos durante o período de seca.

Entre as estratégias recomendadas para enfrentar o momento crítico na alimentação animal estão o manejo de pastagens, a conservação de forragem e o cultivo de espécies específicas para produção de silagem e feno.

Além do manejo de pastagens, é fundamental garantir um calendário profilático, incluindo vacinação dos animais e suplementação mineral e vitamínica.

Os cuidados com as pastagens devem começar ainda no período das águas para assegurar alimento durante a seca. Na pecuária intensiva, uma das formas de manter a saúde do rebanho e o ganho de peso é ajustar a lotação dos animais conforme a oferta de pasto. “Os sistemas de consórcio e integração, eles demonstram claramente o A1 viabilidade que nós podemos adotar, né, demonstrando para o produtor que é viável economicamente falando, pois ter uma formação de uma pastagem”, ressaltou o pesquisador.

A previsão do tempo indica baixa umidade e poucas chuvas em grande parte do Centro-Oeste, principalmente em Goiás e no Distrito Federal, o que reforça a preocupação dos produtores rurais. O mês de agosto começa com tempo firme na maior parte do país, enquanto chuvas isoladas são previstas para regiões do Norte e Sul. Esse cenário ocorre em meio ao final da colheita de milho e algodão, especialmente em Mato Grosso, e também afeta estados como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Diante dos desafios impostos pela estiagem, especialistas reforçam a importância do planejamento, manejo adequado das pastagens e adoção de tecnologias para garantir a qualidade nutricional da alimentação animal e a sustentabilidade da pecuária na região.