O Dia Mundial da Batata Frita é celebrado neste sábado (30), data que destaca um dos acompanhamentos mais populares do mundo. No Brasil, o setor de batata-inglesa é robusto e estratégico para a economia nacional, movimentando cerca de R$ 58,5 bilhões anualmente. Para garantir que o produto chegue fresco à mesa do consumidor em qualquer época, o país conta com um sistema de produção dividido em três safras distintas ao longo do ano.
A produção brasileira é sustentada pelas safras das "águas", da "seca" e de "inverno". Essa última, a 3ª safra, é fundamental para o ajuste entre a oferta e a demanda no meio do ano, impedindo desabastecimentos. Geograficamente, o cultivo está concentrado em estados que oferecem o clima ideal para o desenvolvimento do tubérculo.
Sudeste e Sul concentram 82% da produção nacional
Os estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul são os grandes protagonistas da bataticultura no país. Juntos, eles respondem por 82% do volume total de batata-inglesa produzido em território brasileiro. Minas Gerais e Paraná aparecem como os principais polos produtores, utilizando tecnologias de manejo que permitem alta produtividade por hectare.
A diversidade regional e climática permite que, enquanto uma região finaliza a colheita, outra inicie o plantio. Esse ciclo ininterrupto é o que permite ao Brasil ser autossuficiente na produção de batatas frescas, embora o mercado de batatas pré-fritas congeladas ainda conte com importações significativas para atender à demanda de redes de fast-food e restaurantes.
Variedades ideais para garantir a crocância
Para obter a batata frita perfeita — crocante por fora e macia por dentro —, a escolha da variedade é o fator determinante. Especialistas indicam que batatas com alto teor de matéria seca (amido) e baixo teor de água são as mais adequadas, pois não absorvem gordura excessiva durante o preparo.
No mercado brasileiro, a Asterix é a variedade mais comum para essa finalidade, facilmente reconhecida por sua casca rosada e polpa amarela clara. Outra opção técnica de excelência é a Bintje, considerada por chefes de cozinha como a "estrela" das frituras devido à sua textura e formato. Variedades como a Agria também são citadas por profissionais do setor gastronômico por manterem a cor clara após o processo de fritura.
O setor produtivo brasileiro continua investindo em pesquisa e desenvolvimento, especialmente via Embrapa, para adaptar novas variedades que atendam tanto ao consumo in natura quanto à indústria de processamento. O objetivo é aumentar a eficiência no campo e reduzir a dependência de produtos processados importados, aproveitando o potencial de um mercado que não para de crescer.
