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Exportação de açúcar em 2025 é a 2ª maior da história

Embarques somaram 33,7 milhões de toneladas no ano passado. China aumentou compras em quase 57% e segue como principal destino da commodity

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 16:21 • Atualizado em 15/01/2026 • 16:21

Açúcar brasileiro é um dos produtos mais exportados do país

Açúcar brasileiro é um dos produtos mais exportados do país

Gerado por IA

Resumo

Exportações brasileiras de açúcar totalizaram 33,774 milhões de toneladas em 2025, consolidando o Brasil como maior fornecedor global, com destaque para grandes compradores como China, Índia e Argélia, apesar de queda de 11,7% em relação ao recorde de 2024.

Infraestrutura portuária aprimorada proporcionou ganhos de eficiência logística, permitindo entregas mais ágeis e previsíveis, o que levou países importadores a reduzirem estoques e reforçou a competitividade do agronegócio nacional.

Receita do setor caiu 24,2% devido à desvalorização do preço internacional, com tonelada cotada a US$ 374,55 em dezembro, enquanto China ampliou liderança nas compras, absorvendo 14% das exportações totais e registrando crescimento de 56,9% em relação ao ano anterior.

As exportações brasileiras de açúcar encerraram o ano de 2025 com um desempenho robusto, consolidando o país como o maior fornecedor global da commodity. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou um total de 33,774 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro.

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Embora o número represente uma queda de 11,7% em comparação ao recorde histórico de 2024 — quando foram exportadas 38,2 milhões de toneladas —, o volume é o segundo maior já registrado na história do setor. Esse resultado reforça a competitividade do agronegócio nacional, que segue atendendo à demanda firme de grandes mercados consumidores, como a China, mesmo diante de oscilações de preço no cenário internacional.

Eficiência logística e infraestrutura

O balanço anual aponta uma melhoria na capacidade de escoamento, já que o avanço na infraestrutura portuária permitiu ganhos significativos de eficiência logística ao longo de 2025. Para o mercado, essa agilidade traz uma mudança estratégica: com a garantia de que o produto brasileiro chegará de forma previsível e rápida, os países importadores reduziram a necessidade de manter estoques elevados.

Essa dinâmica confirma que o Brasil não apenas produz em grande escala, mas também aprimorou sua capacidade de entregar o produto, reduzindo gargalos que historicamente afetavam a competitividade no exterior.

Desempenho em dezembro e tipos de produto

Considerando apenas o mês de dezembro de 2025, o setor registrou um crescimento pontual. O volume exportado foi de 2,912 milhões de toneladas, uma alta de 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ao analisar os tipos de produto, o açúcar bruto (aquele que ainda precisa ser refinado) continua sendo o carro-chefe, somando 2,469 milhões de toneladas no mês.

Já o açúcar branco, que possui maior valor agregado, teve um salto expressivo de 31,6% em dezembro, totalizando 443 mil toneladas embarcadas.

Queda nos preços impacta receita

Apesar dos altos volumes, o faturamento do setor sofreu o impacto da desvalorização da commodity no mercado global. O preço médio da tonelada em dezembro ficou em US$ 374,55, o menor patamar desde novembro de 2021 e uma queda de 21,6% na comparação anual.

Como consequência direta dessa pressão nos preços, a receita total com as exportações em 2025 recuou 24,2%, fechando o ano em US$ 14,109 bilhões.

Esse cenário reflete a lei da oferta e da demanda: com o mercado bem abastecido e a logística fluindo bem, os prêmios pagos pelo produto tendem a se ajustar para baixo.

China dispara na liderança das compras

No ranking dos principais compradores, a Ásia continua sendo o destino prioritário do açúcar brasileiro. A China manteve a liderança absoluta e ampliou sua participação de forma expressiva.

No acumulado de 2025, os chineses importaram 4,739 milhões de toneladas, o que representa um crescimento impressionante de 56,9% em relação a 2024. O país asiático absorveu sozinho 14% de todo o açúcar exportado pelo Brasil.

Confira os três principais destinos do açúcar nacional em 2025:

  • China: 4,73 milhões de toneladas (+56,9%)
  • Índia: 2,62 milhões de toneladas (-21,6%)
  • Argélia: 2,12 milhões de toneladas (-4,7%)

A Índia, tradicionalmente um grande produtor que recorre à importação em momentos de quebra de safra, reduziu suas compras, mas permaneceu como o segundo maior parceiro comercial do setor no período.

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