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Exportações de feijão do Brasil batem recorde no 1º semestre de 2026

Embarques atingiram 149,27 mil toneladas no período, o maior volume da série histórica; colheita irrigada eleva oferta no mercado interno

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 10:38 • Atualizado em 13/07/2026 • 10:38

Feijão carioca é a variedade mais consumida no Brasil

Feijão carioca é a variedade mais consumida no Brasil

Sebastião de Araújo/Embrapa

As exportações brasileiras de feijão encerraram o 1º semestre de 2026 com um volume recorde de 149,27 mil toneladas embarcadas para o mercado externo. A quantidade representa o maior resultado para o período em toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

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Somente no mês de junho, as exportações de feijão totalizaram 33,30 mil toneladas, estabelecendo um novo teto para o mês, enquanto as importações somaram 7,68 mil toneladas, registrando o maior patamar de compras externas para junho desde 2021.

Oferta interna e pressão sobre o feijão carioca

O avanço gradual da colheita da safra irrigada — sistema de cultivo que utiliza tecnologia de irrigação artificial para garantir o desenvolvimento das plantas independentemente das chuvas — tem ampliado a oferta de feijão carioca de melhor qualidade. Essa maior disponibilidade do produto acabou favorecendo o abastecimento do mercado nacional.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), diante da expectativa de entrada de novos volumes nas próximas semanas, os compradores intensificaram a pressão por preços menores junto aos produtores.

No mercado de feijão preto, a dinâmica de preços apresenta um cenário diferente. O encerramento da colheita no principal estado produtor e a postura firme dos vendedores sustentam as cotações em níveis elevados no país.

Para complementar o abastecimento interno e atender à procura dos consumidores pelo feijão preto, o mercado nacional recorre a lotes provenientes da Argentina, que ajudam a equilibrar o estoque do grão.