
Filé de tilápia é o queridinho dos americanos
PeixeBR
As exportações brasileiras de peixes de cultivo aumentaram consideravelmente no ano passado e faturaram US$ 59 milhões. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26) pela Embrapa Pesca e Aquicultura, instituição que reúne as empresas piscicultoras brasileiras. Durante o ano, foram exportadsa13,7 mil toneladas, um aumento de 102% em relação ao ano anterior.
O aumento das exportações de tilápia para os Estados Unidos – especialmente filés frescos e peixes inteiros congelados – é o principal impulsionador das comercialização dos peixes de cultivo no exterior. Somente os filés frescos representaram US$ 36,6 milhões em receita. Os peixes inteiros congelados representaram US$ 17,5 milhões. Juntas, essas duas categorias somaram 91,7% do valor total do ano.
Para os pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura, indiscutivelmente a queda dos preços da tilápia ao produtor no Brasil foi determinante para o aumento das exportações. Entre o 4º trimestre de 2023 e o 4º trimestre de 2024, a redução foi de 19%. Inversamente, os preços do filé fresco de tilápia exportados aumentaram 12,75% no ano – saindo de US$ 6,82/kg para US$ 7,69/kg. Essa categoria movimentou US$ 36,36 milhões, com crescimento de 159% em relação ao ano anterior.
Os Estados Unidos foram os maiores compradores de peixes de cultivo do Brasil, com US$ 52,2 milhões (89% do total). Em segundo lugar, está o Peru, seguido por China, Canadá e Japão.
Em 2020, o Brasil era o 8º maior fornecedor de tilápia para os EUA. No ano passado, assumiu a 4ª posição. Nesse período, as vendas brasileiras para os Estados Unidos cresceram 718%. Especificamente em relação a filé fresco de tilápia, o Brasil se tornou o segundo do ranking, somente atrás da Colômbia. Com o fim da obrigatoriedade da emissão do Certificado Sanitário Internacional, definida no final de 2024, a tendência é o Brasil tornar-se o maior exportação de filé fresco para os Estados Unidos.
Como já dito, a tilápia representou 94% das exportações da piscicultura brasileira em 2024. O crescimento foi de 138% em receita e de 92% em volume. Curimatás ficaram em segundo lugar e pacu em terceiro.
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