Resumo
Evento ExpoZebu movimenta Uberaba, reúne mais de 400 mil visitantes de 40 países, conta com 3 mil animais e destaca a importância da pecuária na economia nacional.
Feira gera clima de grande expectativa entre produtores, prevê faturamento acima de R$ 68 milhões e oferece programação cultural com rodeios e shows sertanejos.
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apresenta propostas ao governo para o Plano Safra, busca créditos mais acessíveis e mais recursos para seguro rural, enquanto inovação na Bahia, com irrigação por pivô central, dobra produtividade de bananas e otimiza a lavoura.
A 91ª edição da ExpoZebu já movimenta a cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais eventos da pecuária brasileira e internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a expectativa é de que o evento receba mais de 400 mil visitantes e comitivas de aproximadamente 40 países.
O clima no Triângulo Mineiro é comparado ao de uma "Copa do Mundo" para os produtores. Além do foco técnico, a feira projeta um faturamento superior a R$ 68 milhões, somando-se à programação cultural que inclui rodeios e shows sertanejos.
Plano Safra e reivindicações do setor produtivo
Paralelamente às festividades em Minas Gerais, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrega, nesta terça-feira, as propostas do setor para o próximo Plano Safra ao Ministério da Agricultura. Após os recursos somarem mais de R$ 500 bilhões no ano passado, a expectativa para este ciclo é que os valores ultrapassem a marca dos R$ 600 bilhões.
Contudo, a CNA ressalta que o anúncio de maior volume financeiro não é suficiente para atender às demandas do campo. Os produtores rurais cobram do governo federal linhas de crédito mais acessíveis e um incremento substancial nos recursos destinados ao seguro rural, fundamental para a proteção contra intempéries climáticas.
No campo da inovação, a utilização da irrigação por pivô central — sistema que utiliza uma estrutura suspensa com aspersores que giram em torno de um ponto central — tem transformado a produção de banana no Oeste baiano. Em uma região de clima semiárido, o uso dessa tecnologia garante a estabilidade hídrica necessária para o desenvolvimento das plantas durante todo o ano.
Os resultados no campo mostram um rendimento de até 32 toneladas por hectare, valor que representa mais que o dobro da média nacional. Além de elevar a produtividade, o sistema de pivô central é apontado como uma ferramenta eficaz para reduzir perdas e otimizar as condições de desenvolvimento da lavoura.
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