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Faesp repudia barreiras europeias à carne brasileira e cobra Mercosul

Federação acusa bloco de protecionismo comercial e cobra diplomacia firme do governo federal e do Mercosul para reverter restrições a produtos

Da redação
DA REDAÇÃO

06/06/2026 • 18:18 • Atualizado em 06/06/2026 • 18:18

Tirso Meirelles, presidente da Faesp

Tirso Meirelles, presidente da Faesp

Faesp/Senar

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) repudia formalmente a decisão da União Europeia de impor novas barreiras comerciais contra as exportações brasileiras de carnes, mel e subprodutos de origem animal. A entidade paulista classifica a medida como um profundo desrespeito após 25 anos de negociações bilaterais alinhadas entre as partes.

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De acordo com a nota assinada pelo presidente da Faesp, Tirso Meirelles, “o bloco europeu mudou as regras do jogo de forma casuística. Para a organização, surgiram salvaguardas descabidas e arbitrárias que funcionam como travas artificiais ao comércio internacional, sem nenhum lastro científico”.

A federação paulista argumenta que a justificativa apresentada pelos europeus foca de maneira enganosa no uso de antibióticos nos rebanhos nacionais. O pretexto cai por terra quando analisado o cenário dos concorrentes globais diretos do agronegócio brasileiro.

“Países como os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia utilizam rigorosamente os mesmos produtos fitossanitários em suas criações. Convenientemente, esses países concorrentes não sofreram qualquer tipo de restrição, bloqueio ou veto por parte do mercado europeu”, diz outro trecho da nota.

Os produtos fitossanitários mencionados pela entidade são os medicamentos ou defensores utilizados para garantir a saúde dos animais e combater pragas. A disparidade nas exigências escancara um protecionismo comercial unilateral direcionado especificamente para tentar frear a alta competitividade do Brasil.

Cobrança por diplomacia firme

Diante do bloqueio injustificado, a Faesp cobra publicamente do governo federal uma atitude de pulso mais firme em sua diplomacia comercial. A entidade destaca que o país precisa se posicionar de forma enérgica nos mercados internacionais para proteger os produtores rurais.

A diplomacia comercial consiste na atuação do corpo diplomático de um país para abrir mercados, negociar acordos e resolver conflitos econômicos no exterior. No setor do agronegócio, essa prática garante que as exportações sigam fluxos regulares e sem barreiras políticas disfarçadas de exigências técnicas.

Além de exigir uma resposta do governo brasileiro, a federação agropecuária pede que o bloco sul-americano adote um posicionamento regional unificado. O presidente Tirso Meirelles defende que a Argentina e o Uruguai devem construir uma estratégia conjunta imediatamente.

Na visão da Faesp, a união entre os parceiros históricos é vital para demonstrar a verdadeira força e o peso político-econômico do Mercosul. A liderança paulista encerra afirmando que o bloco não pode permitir divisões que enfraqueçam a relevância da produção da América do Sul no cenário global.