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Internacional: quais são os países que mais compram carne suína brasileira?

Volume embarcado supera 129 mil toneladas no mês e faturamento chega a US$ 302 milhões; Filipinas e Japão lideram as compras externas do Brasil

VIVIANE TAGUCHI

06/06/2026 • 10:48 • Atualizado em 06/06/2026 • 10:48

Suínos: Filipinas e China são os maiores compradores do Brasil

Suínos: Filipinas e China são os maiores compradores do Brasil

Reprodução/Agro+

As exportações brasileiras de carne suína registram um crescimento de 9% no volume embarcado em maio de 2026. O resultado representa o maior patamar já registrado na história do setor para o período.

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Ao todo, o país comercializou 129,4 mil toneladas do produto no mês, considerando tanto os itens processados quanto os chamados produtos in natura. Esse termo técnico refere-se às carnes vendidas frescas ou congeladas, que não passaram por processos industriais de cura, salga ou cozimento.

De acordo com o balanço oficial divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho supera diretamente as 118,8 mil toneladas verificadas em maio de 2025. A receita gerada pelas vendas externas alcançou a marca de US$ 302,1 milhões no quinto mês do ano. O faturamento é 3,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando somou US$ 291,2 milhões.

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, a suinocultura — atividade que compreende toda a cadeia de criação de porcos — segue em ritmo inédito. Os embarques totais atingiram 661,7 mil toneladas entre janeiro e maio. O volume acumulado representa uma expansão de 13,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Naquela ocasião, as vendas do setor somaram 584,8 mil toneladas.

Em termos financeiros, o crescimento acumulado chega a 11,9% neste ano. O faturamento total saltou de US$ 1,382 bilhão para US$ 1,546 bilhão na comparação entre os dois períodos.

Principais destinos internacionais da carne suína

As Filipinas se mantêm na liderança isolada como o principal mercado comprador da proteína brasileira. Em maio, o país asiático importou um total de 27,2 mil toneladas. Apesar de liderar o ranking de compras, o volume enviado para o mercado filipino teve uma leve retração de 3,8% em relação ao verificado em maio do ano passado.

O Japão aparece na segunda posição do ranking mundial com um avanço expressivo de 83,2% nas compras. O mercado japonês absorveu 15,2 mil toneladas da carne suína do Brasil.

O Chile ocupa o terceiro lugar na lista de parceiros comerciais do setor. Os chilenos importaram 10,9 mil toneladas, o que representa estabilidade, com oscilação negativa de apenas 0,1%.

A China registrou uma queda significativa de 25,9% em suas importações de maio. Ainda assim, os chineses garantiram a quarta posição, recebendo 8,9 mil toneladas da proteína.

O México fecha o grupo dos cinco maiores compradores mundiais, com 8,6 mil toneladas adquiridas. O volume representa uma alta de 20,4% na comparação anual.

O ranking dos dez principais destinos inclui ainda Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), e a Argentina, com 5,8 mil toneladas embarcadas (+13,7%).

O Uruguai importou 4,7 mil toneladas (+0,3%), seguido pelo Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%), e Singapura, que registrou queda de 50,5% ao comprar 4,1 mil toneladas.

Estados brasileiros lideram os embarques do setor

No cenário nacional, Santa Catarina consolida sua posição como o maior estado exportador de carne suína do país. Os produtores catarinenses embarcaram 62,5 mil toneladas em maio.

O volume representa uma alta de 4,9% para o estado do Sul. A segunda posição ficou com o Rio Grande do Sul, que enviou ao exterior 32,7 mil toneladas, registrando salto de 19,5%.

O Paraná aparece na terceira colocação da lista nacional, com 18,3 mil toneladas negociadas. O resultado paranaense aponta uma retração de 4,8% em relação ao ano passado.

O estado de Mato Grosso registrou um crescimento robusto de 52,4% em maio, com o embarque de 4,6 mil toneladas da proteína animal.

Minas Gerais fecha o grupo das cinco principais forças exportadoras brasileiras. O setor produtor mineiro comercializou 3,7 mil toneladas, o que representa um avanço de 26,5%.

Diversificação de mercados sustenta resultados

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o ritmo forte dos embarques é impulsionado diretamente pela estratégia de diversificação de destinos adotada pelas empresas brasileiras. Santin ressalta que o avanço ocorre em mercados consolidados e de alto valor agregado, como o Japão, além do suporte de países com volumes menores de compra.

De acordo com Santin, nações como Geórgia, Costa do Marfim e Coreia do Sul apresentaram expansão e influenciaram positivamente o balanço final de maio. A entidade projeta um ano altamente positivo para toda a cadeia produtiva nacional. A expectativa é que o setor estabeleça novos recordes históricos tanto em volume quanto em faturamento até o encerramento de 2026.

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