Economia

Feijão carioca atinge preço recorde e sobe mais de 48% em 2026

Valor médio do grão em março supera o mês anterior e renova máxima histórica; entressafra e quebra de produção no Paraná impulsionam alta

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30/03/2026 11:02 • Atualizado há 209 dias

Feijão carioca atinge preço recorde e sobe mais de 48% em 2026

O valor médio do feijão carioca renovou o recorde da série histórica em março de 2026, superando as cotações de fevereiro. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o grão acumula uma valorização expressiva de 48,3% apenas nos três primeiros meses deste ano.

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O movimento de alta também é observado no feijão preto, que mantém cotações elevadas no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o cenário de preços recordes é impulsionado por uma combinação de fatores climáticos e operacionais que restringiram a oferta do produto no primeiro trimestre.

Entenda por que o preço do feijão subiu

A disparada nos preços é justificada pela restrição de oferta no mercado interno. Pesquisadores apontam que dificuldades enfrentadas durante a colheita e a redução da área plantada na primeira safra foram determinantes para o atual patamar de preços.

Além disso, há uma preocupação crescente com a segunda safra, também chamada de safrinha (período de plantio que ocorre após a colheita principal). A expectativa de uma produção menor, especialmente no estado do Paraná, um dos maiores produtores nacionais, gera pressão adicional sobre as cotações.

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Raio-x das cotações em março

Os dados detalhados pelo Cepea mostram variações distintas conforme a qualidade do grão. O feijão carioca "nota 9" ou superior registrou preço médio 8,3% acima de fevereiro e 34% superior ao mesmo período de 2025.

Já para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a média parcial deste mês apresenta elevação de 7,1% frente ao mês anterior. Na comparação anual, o salto é de 42,2%, com o acumulado trimestral atingindo 43,9% de alta.

No caso do feijão preto, a média de março teve um avanço tímido de 0,11% em relação a fevereiro. Entretanto, o acumulado dos últimos três meses indica uma recuperação significativa de 32,2% nos preços, consolidando a tendência de alta para ambos os tipos de grãos.

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Impacto para o produtor e o consumidor

A valorização acentuada no campo reflete o ciclo da entressafra, período entre o fim de uma colheita e o início da próxima, onde a disponibilidade de produto novo diminui. Para o produtor rural, o momento é de margens melhores, apesar dos riscos produtivos.

Para o consumidor final, os números do Cepea sinalizam um impacto direto no custo da cesta básica. Como o feijão é um item essencial na dieta brasileira, a alta acumulada de quase 50% no trimestre pressiona a inflação dos alimentos e exige planejamento no orçamento doméstico.

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