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Fim de ano: os alimentos da Ceia que ficaram mais caros e os mais baratos

Bacalhau é o item que mais subiu em relação a 2024 (84,7%), enquanto azeite e tender tiveram queda

Da redação
DA REDAÇÃO

12/12/2025 • 16:36 • Atualizado em 12/12/2025 • 16:36

Tender é uma opção amigável para substituir proteínas que subiram de preço

Tender é uma opção amigável para substituir proteínas que subiram de preço

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As tradicionais ceias de fim de ano devem forçar o brasileiro a apertar o bolso e driblar a conta do supermercado com trocas de alimentos. Uma pesquisa realizada pela empresa VR, com mais de 13 milhões de notas fiscais analisadas entre 2024 e 2025, apontou que os preços médios de alguns produtos, por quilo ou unidade, subiram consideravelmente neste ano.

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Entre os itens que mais subiram está o bacalhau, que teve a maior alta no período: saltou de R$ 61,59 em novembro de 2024 para R$ 113,36 em novembro de 2025, um avanço de 84,7%. Outras proteínas também pressionam o orçamento: o lombo suíno passou de R$ 37,56 para R$ 44,33, aumento de 18%; já as aves festivas, como Chester e Fiesta, foram de R$ 91,67 para R$ 107,18, com alta de 16,9%. O tradicional peru, por sua vez, foi de R$ 112,31 para R$ 114,99, uma variação de 2,4%.

Mas também há boas notícias. O preço do tender caiu 11,3% (de R$ 50,44 para R$ 44,73) e se destaca como uma alternativa mais amigável ao bolso. Por sua vez, o azeite, presença quase obrigatória nas receitas festivas da época, surpreendeu: registrou a maior queda entre todos os itens analisados, com recuo de 23,8%. O movimento acompanha a normalização do mercado internacional de azeites após a quebra de safra no Mediterrâneo entre 2022 e 2023, somado à retração do dólar. Outros itens também ficaram mais acessíveis: o pernil teve pequena variação de R$ 31,80 para R$ 31,17 (-1,9%) e a lentilha, presente principalmente no Ano Novo, recuou de R$ 10,73 para R$ 9,91 (-7,6%).

Entre os itens mais “afetivos” nas mesas de celebração do fim do ano, o comportamento dos preços foi bem mais moderado. Panetone e chocotone subiram de R$ 14,40 para R$ 15,32, alta de 6,4%. O vinho e o espumante ficaram praticamente estáveis, passando de R$ 28,72 para R$ 29,14, aumento de apenas 1,5%. E o leite condensado, essencial para sobremesas, teve variação mínima: de R$ 9,32 para R$ 9,44, avanço de 1,3%. E a farofa, praticamente indispensável nas ceias, ficou praticamente estável passando de R$ 7,07 para R$ 7,09, 0,3%. Por fim, mas não menos polêmicas, estão as uvas passas, que tiveram uma alta mais significativa entre os itens de época: foram de R$ 6,95 para R$ 7,48 (+7,6%).