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Gel feito a partir da pele da tilápia trata feridas de pets em uma semana

Produto pode ser obtido a partir de peixes vivos e tem poder cicatrizante

VIVIANE TAGUCHI

03/11/2025 • 15:54 • Atualizado em 03/11/2025 • 15:54

Gata Pixy, resgatada das ruas com feridas, recebe gel de tilápia

Gata Pixy, resgatada das ruas com feridas, recebe gel de tilápia

Jéssica Natal/UFPG

Curativos feitos de pele de tilápia, com alto poder cicatrizante, já estão sendo produzidos no Brasil pra tratar queimaduras da pele humana e logo mais, chegarão às farmácias, mas agora, pesquisadores da Universidade Federal de Ponta Grossa (UFPG) anunciaram que conseguiram obter um gel, feito a partir da pele da tilápia viva, para tratar feridas - por enquanto em cães e gatos. O produto tem alto poder cicatrizante e pode cicatrizar feridas em até uma semana nos pets.

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De acordo com o coordenador da pesquisa, Flávio Luis Beltrame, o gel de pele de tilápia foi aplicado em 44 animais - entre cães e gatos - que tinham feridas, como cortes ou incisões, na pele e eles foram curados em uma semana. “Estamos aplicando o gel contendo o hidrolisado do colágeno da tilápia na parte machucada do animal, fazendo uma reestruturação da pele”, disse Beltrame.

Ele explica que o gel é produzido a partir de um hidrolisado de peptídeos – que são pedaços de proteína do colágeno, obtidos pelo processo de hidrólise, que é a quebra de uma molécula em partes menores pela adição de uma molécula de água. O produto é obtido em um laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul (PR) e chega no laboratório da UFPG na forma líquida. Lá, ocorre o processo de secagem e transformação do material em pó, para que depois ele seja usado como ativo farmacêutico em forma de gel.

A ideia surgiu há cerca de quatro anos, a partir da pesquisa de um grupo que queria testar o produto extraído da pele da tilápia.

Uma das voluntárias do projeto é a gata Pixy, uma SRD de aproximadamente dois anos, resgatada da rua com feridas nas pernas e na barriga. A médica-veterinária Anna Claudia Capote acompanha gatinha desde o primeiro dia de tratamento. “Foi difícil vê-la machucada nos primeiros dias, mas foi muito interessante ver a evolução, o fechamento da ferida. Agora ela está muito alegre e brinca com a gente”, conta.

Apesar das feridas de Pixy terem mostrado rápida cicatrização após uma semana de uso do gel, o tratamento completo é de 35 dias.

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