O setor agropecuário brasileiro enfrenta desafios e mudanças significativas, conforme apontam pesquisas e dados divulgados por diferentes instituições. Entre os destaques, estão a redução da área de plantio de algodão em Mato Grosso, o avanço da soja em regiões de maior dificuldade, a busca por alternativas proteicas e a queda no crédito rural para pequenos produtores no Rio Grande do Sul.
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Mato Grosso deve registrar a menor área de algodão das últimas duas safras, com redução de 7% em relação ao ciclo anterior. A produção também deve cair 14%, totalizando 6.2 milhões de toneladas. A estimativa reflete o custo mais alto e o avanço da soja em regiões onde o produtor enfrenta mais desafios.
No Pará, uma pesquisa da Embrapa Amazônia Oriental apresentou resultados inovadores sobre o uso da farinha à base de castanha do Brasil. De acordo com o estudo, essa farinha apresenta teor de proteína 60% maior que a do trigo, demonstrando potencial para utilização na confecção de hambúrgueres, quibes e até mesmo de concentrado proteico. O objetivo da pesquisa foi encontrar fontes de proteínas alternativas.
Já no Rio Grande do Sul, os pequenos produtores rurais acessaram 30% menos crédito rural em 2025, com menos de 6 bilhões de reais liberados entre janeiro e novembro. Esse cenário é atribuído à crise de endividamento, agravada por problemas climáticos que atingiram o estado nos últimos anos. Como consequência, "com mais dívidas acumuladas, menos produtores buscam novos financiamentos".
Outra preocupação é a diminuição da cobertura do seguro rural do Pronaf. Até 2023, o programa cobria 19% da área produtiva do estado, e em 2025 essa proteção caiu para 8%, evidenciando o impacto das adversidades enfrentadas pelo setor.
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