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Giro Brasil: produção de azeites na Mantiqueira e abacaxi no RJ em destaque

Clima perfeito favoreceu a produtividade das oliveiras na Serra da Mantiqueira no ano passado

Da redação
DA REDAÇÃO

13/03/2026 • 10:37 • Atualizado em 13/03/2026 • 10:37

O Giro Brasil desta sexta-feira (13) traz um resumo das principais notícias do universo do campo para quem mora nos centros urbanos e sente, no bolso, os reflexos do agronegócio. Confira o que é destaque no Brasil:

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A Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, prepara-se para registrar a maior safra de azeite de sua história. Segundo estimativas da Epamig, a produção deve ultrapassar os 150 mil litros, superando o recorde anterior de 2024. O resultado é fruto de uma combinação de fatores climáticos e biológicos, favorecido pelo clima - um inverno mais rigoroso e prolongado garantiu as horas de frio necessárias para uma florada exuberante das oliveiras - e a bienalidade, um fenômeno natural de alternância de safra coloca 2026 como um ano de alta produtividade. Atualmente, a região abriga cerca de 50 marcas de azeite, consolidando um polo de excelência que une produtores e especialistas em busca de um produto de padrão internacional.

No setor de frutas, o Rio de Janeiro reafirma sua posição como o segundo maior produtor de abacaxi do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Com uma área cultivada de aproximadamente 6 mil hectares e o envolvimento de mais de mil produtores, a produção estimada alcança 165 mil toneladas.

A força do abacaxi fluminense reside na sua versatilidade:

Consumo In Natura: Abastecimento direto dos grandes centros urbanos.

Verticalização Industrial: Forte presença na fabricação de sucos, polpas e doces.

A logística privilegiada, pela proximidade com os mercados consumidores, reduz custos e amplia as margens para os agricultores da região.

Já a capital federal foi palco do primeiro evento Tech Pack focado exclusivamente na bovinocultura. O encontro reuniu o ecossistema do agro para debater soluções que unem eficiência produtiva e sustentabilidade. Entre os pilares tecnológicos apresentados, destacaram-se o monitoramento de mastite, com a apresentação de sensores avançados para detecção precoce em gado leiteiro, a hidroponia forrageira, que foca na produção de forragem diretamente na água, otimizando recursos hídricos e a nanotecnologia nutricional, com a aplicação de partículas microscópicas para maximizar a absorção de nutrientes na dieta animal.