
Feijão carioca ganhou este nome em homenagem a uma raça de suínos
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Resumo
O feijão carioca, apesar do nome, foi desenvolvido em São Paulo a partir de uma planta encontrada em 1963 pelo produtor Waldimir Coronado Antunes, destacando-se por sua alta produtividade e cozimento rápido após pesquisa do Instituto Agronômico de Campinas.
O nome "carioca" originou-se da semelhança do grão com a pelagem de uma raça de porcos criada em fazendas paulistas nos anos 1960, tornando-se símbolo do consumo de massa no país.
O feijão carioca representa cerca de 66% do consumo nacional e, atualmente, enfrenta desafios climáticos, levando o Instituto Agronômico a investir no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao mosaico dourado e ao estresse hídrico.
O feijão é um alimento tradicional da dieta dos brasileiros e, cada região do país tem a sua preferência por uma variedade de feijão. Entre as mais demandadas está o feijão-carioca. Mas, apesar do nome de batismo remeter ao Rio de Janeiro, o grão que domina as panelas de muitas regiões é uma inovação puramente paulista. Conheça a curiosa história do feijão que dominou as mesas Brasil afora:
Achado no campo virou ciência
A história começa em 1963, em Ibirarema, interior de São Paulo. O produtor Waldimir Coronado Antunes notou uma planta diferente em sua lavoura: ela era mais produtiva e possuía grãos beges com listras marrons. O que poderia ser apenas uma curiosidade botânica chegou às mãos dos pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas.
Coube ao pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida (falecido em janeiro de 2026) conduzir o rigoroso processo científico de seleção e testes de produtividade. O resultado foi o lançamento oficial da variedade em 1969. O sucesso foi imediato: o feijão paulista rendia o dobro das variedades comuns da época e tinha um cozimento mais rápido, formando o caldo grosso que o brasileiro adora.
Por que "carioca"?
A dúvida é clássica: se foi criado em São Paulo, por que o nome? A explicação não está na geografia, mas na zoologia. Na década de 60, era comum em fazendas paulistas a criação de uma raça de porcos chamada "Carioca", que possuía a pelagem clara com listras escuras. Pela semelhança visual, o nome foi adotado e acabou se tornando a maior marca do consumo de massa no Brasil.
Hoje, o feijão-carioca não é apenas tradição; é um gigante do mercado. Ele responde por aproximadamente 66% do consumo nacional. Para o produtor, o desafio atual — discutido intensamente em 2026 — é a adaptação climática. O IAC continua na vanguarda, desenvolvendo linhagens que resistem ao mosaico dourado e ao estresse hídrico, garantindo que o prato do brasileiro não fique vazio diante das oscilações do tempo.
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