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Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43%; animais jovens ganham espaço

Investimentos em tecnologia e modernização do sistema produtivo elevam produtividade no estado e impulsionam exportações para 92 países

Da redação
DA REDAÇÃO

26/01/2026 • 12:49 • Atualizado em 26/01/2026 • 12:49

Bovinos mais jovens são o foco da pecuária matogrossense

Bovinos mais jovens são o foco da pecuária matogrossense

Imac

Resumo

O estado de Mato Grosso apresentou crescimento significativo no abate de bovinos entre 2006 e 2025, com destaque para o aumento do abate de animais jovens, reflexo da adoção de tecnologias que elevam a produtividade e aceleram o preparo dos animais para o mercado.

Adoção de práticas como suplementação nutricional, sistemas de confinamento, controle sanitário, recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária impulsionaram a eficiência produtiva, consolidando o estado como referência em inovação e gestão baseada em dados.

Expansão das exportações de carne bovina levou Mato Grosso a comercializar o produto com 92 países em 2025, gerando receita de US$ 4 bilhões e consolidando a posição do estado no mercado global, aliando crescimento econômico à responsabilidade socioambiental.

O estado de Mato Grosso registrou um crescimento de 42,9% no abate de bovinos entre os anos de 2006 e 2025, saltando de 5,2 milhões para 7,4 milhões de cabeças. O avanço no setor é acompanhado por uma mudança no perfil dos animais, com foco em precocidade: o abate de bovinos jovens, de até 24 meses, subiu de 2% para 43% do total no mesmo período.

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O aumento da eficiência produtiva é reflexo direto da ampliação de tecnologias aplicadas "da porteira para dentro". A transformação permitiu elevar a produtividade em uma mesma área e reduzir drasticamente o tempo necessário para que o animal esteja pronto para o abate.

Entre as práticas que se consolidaram no estado estão o uso de suplementação nutricional e os sistemas de confinamento e semiconfinamento. Além disso, o maior controle sanitário, a recuperação de pastagens degradadas e a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) são apontados como pilares dessa evolução.

Eficiência e genética na pecuária

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a pecuária brasileira viveu uma transformação profunda nas últimas duas décadas. Ele avalia que o setor produz hoje mais carne em menos tempo, aliando melhor uso da terra e avanços consistentes em tecnologia e genética.

O especialista ressalta que o atual modelo é baseado em dados, ciência e gestão. Na visão de Andrade, esse cenário coloca Mato Grosso em uma posição estratégica no mercado global de proteína animal.

Impacto no comércio exterior

Os resultados da modernização produtiva são visíveis no desempenho das exportações. Em 2025, Mato Grosso enviou carne bovina para 92 países, totalizando 978,4 mil toneladas embarcadas. A receita gerada com as vendas externas alcançou a marca de US$ 4 bilhões. O valor médio da tonelada de carne mato-grossense ficou em torno de US$ 5.460 no mercado internacional.

O diretor do Imac enfatiza que a pecuária moderna está preparada para atender aos mercados mais exigentes do mundo. Andrade ressalta, ainda, que esse crescimento ocorre sem abrir mão da responsabilidade socioambiental.

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