Agroband

16 mulheres criam agroflorestal de 5 hectares em Mato Grosso

Área foi cultivada com mudas de frutíferas e espécies arbóreas do Cerrado

Por Redação
REDAÇÃO

23/04/2025 • 11:19 • Atualizado em 23/04/2025 • 11:19

Mulheres implantam agrofloresta de 5 hectares em Canarana (MT)

Mulheres implantam agrofloresta de 5 hectares em Canarana (MT)

Divulgação/Fundação Bunge

Resumo

Mulheres indígenas do povo Xavante implementaram uma agrofloresta de cinco hectares no Território Indígena Pimentel Barbosa, localizado em Canarana (MT). No total, 16 mulheres de quatro aldeias do território participaram do plantio de ramas de batata-doce e mandioca, além de sementes de melancia, abóbora e mamão. O cultivo de alimentos foi feito em conjunto com o plantio de mudas nativas de pequi do Xingu, mangaba, cagaita, mutamba, ingá, goiaba, jatobá, baru, caju, cajuzinho e urucum. A ação integra o Semêa, projeto da Fundação Bunge focado na economia de baixo carbono.

Compartilhar

Segundo Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação, a valorização dos saberes ancestrais é fundamental para a conservação ambiental. “Os povos tradicionais têm uma sabedoria milenar no gerenciamento da biodiversidade e na convivência harmoniosa com a natureza. Aprendemos nessa ação, por exemplo, que os Xavantes plantam mandioca em quatro ramas por cova para uma boa colheita”, explica. “Além disso, a variedade de mudas selecionadas buscou também promover a segurança alimentar e nutricional dos indígenas da região”.

Esta é a segunda área do Território Indígena Pimentel Barbosa reflorestada via projeto Semêa. Em dezembro de 2023, mulheres indígenas também participaram do reflorestamento de uma área de 52 hectares com espécies do Cerrado para promover o adensamento com árvores como pequi e baru para posterior extrativismo.

Na época, foi empregada a técnica de muvuca, que consiste na mistura de diversas sementes de espécies nativas. Os grãos utilizados haviam sido coletados por comunidades tradicionais, apoiadas pela ONG Rede de Sementes do Xingu, e pelas mulheres Xavantes da própria terra indígena, promovendo o fortalecimento do protagonismo feminino, sobretudo na cultura alimentar e na gestão do território.