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Palmeiras raras florescem no Parque do Flamengo após 60 anos

Espécie só dá flores uma vez na vida e morre em cerca de um ano

Da redação
DA REDAÇÃO

28/11/2025 • 11:13 • Atualizado em 28/11/2025 • 11:13

Palmeira Talipot, rara, floresceu no Rio de Janeiro

Palmeira Talipot, rara, floresceu no Rio de Janeiro

Fernando Frazão/Agência Brasil

Resumo

Origem das palmeiras Talipot, do sul da Índia e Sri Lanka, destaca presença marcante no Parque do Flamengo, onde florescem apenas uma vez na vida e morrem cerca de um ano após a floração, produzindo uma das maiores inflorescências conhecidas.

Projeto paisagístico de Roberto Burle Marx introduziu as Talipot no Parque do Flamengo, criado como laboratório botânico com mais de 350 espécies e 17 mil árvores, tornando o Aterro do Flamengo uma das obras paisagísticas mais emblemáticas do século 20, com destaque para a biodiversidade tropical e a altura das palmeiras, que podem chegar a 30 metros e viver até 60 anos.

Gestão de Marlon Souza registra florações anteriores das Talipot no parque, explica que a espécie floresce após 40 anos de vida, com processo de maturação das sementes que pode durar mais de um ano, e reforça importância do manejo adequado para germinação e conservação das palmeiras raras, presentes também no Sítio Roberto Burle Marx.

Nativas do sul da Índia e do Sri Lanka, com nome científico de Corypha umbraculifera, as palmeiras Talipot enfeitam o Parque do Flamengo, no momento, com flores que encantam cariocas e turistas do Brasil e do mundo. A espécie produz uma das maiores inflorescências conhecidas, só dá flores uma vez na vida e morre cerca de um ano depois.

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A inflorescência das Talipot, no Aterro do Flamengo, parece comemorar os 60 anos do parque, inaugurado em outubro de 1965. As Talipot foram trazidas do exterior e introduzidas no projeto pelo paisagista Roberto Burle Marx. Sua altura pode chegar a até 30 metros e elas costumam viver cerca de 60 anos antes de produzir flores, frutos e chegar ao fim de sua vida.

Burle Marx projetou o Parque do Flamengo com mais de 350 espécies de árvores e plantas para criar um tipo de "laboratório botânico" com uma biodiversidade brasileira e tropical. O parque tem cerca de 17 mil árvores no total, plantadas em 11 setores, com 40 espécies de palmeiras e outras variedades ornamentais e nativas.

Com 120 hectares, o Aterro do Flamengo é considerado uma das obras paisagísticas mais emblemáticas do século 20.

O gestor da Coleção Botânica e Paisagística do Sítio Roberto Burle Marx (SRBM), Marlon Souza, em entrevista à Agência Brasil, informou que as flores da primeira Talipot do sítio começaram a despontar na semana seguinte à morte de Burle Marx, ocorrida em 4 de junho de 1994. “Essa espécie é uma planta que a gente chama monocárpica, porque floresce somente uma vez”. A duração da vida desse tipo de palmeira vai depender de uma série de fatores, que incluem questões climáticas, questões de adaptação e de solo."

De acordo com o paisagista, a planta pode florescer a qualquer momento, a partir de 40 anos, em média. O processo é lento quando ela começa a florescer, apontando primeiro a inflorescência, que é uma estrutura contendo as flores. “Até apontar a inflorescência, crescer, abrirem as flores, elas amadurecerem e se transformam em sementes que vão se desenvolver em frutos, é um processo que leva mais de um ano. "

As sementes vão caindo aos poucos da palmeira e as que ficarem podem germinar. O correto será levar essas sementes para um local adequado para que elas possam germinar, indicou Marlon Souza. Revelou que essa não é a primeira vez que as Talipot florescem no Aterro do Flamengo. Foram registradas florações da planta no local no início dos anos 2000 e em 2019. “Já existem muitos filhotes de palmeira que floresceram ali”.

No Sítio Roberto Burle Marx, a primeira florescência ocorreu em 1994 e a palmeira morreu em 1997. Foi plantada uma nova Talipot no local que já está com quase 30 anos. Atualmente o sítio tem cinco dessas palmeiras raras e muitas mudas que são replantadas no lugar das que morrem. Marlon Souza informou que no lugar de origem, como na Índia, por exemplo, as Talipot vivem mais do que 40 anos. “Dependendo do lugar, elas podem viver mais tempo”.

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