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Palmito pupunha do Vale do Ribeira conquista selo de indicação geográfica

Iguaria é cultivada por agricultores familiares que devem seguir as boas práticas de produção; é a 12ª Indicação Geográfica do Estado e abrange 17 municípios

Da redação
DA REDAÇÃO

18/11/2025 • 19:12 • Atualizado em 18/11/2025 • 19:12

Palmito pupunha do Vale do Ribeira recebe IG

Palmito pupunha do Vale do Ribeira recebe IG

DivulgaçãoMapa

Resumo

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou que o palmito pupunha cultivado no Vale do Ribeira, em São Paulo, recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, elevando o estado a 12 IGs, sendo nove relacionadas ao agronegócio.

Os produtores familiares, estimados em cerca de 1.800 e representando aproximadamente 10 mil hectares, devem seguir práticas tradicionais descritas em caderno de especificações aprovado pelo Inpi para utilizar o selo, conforme informações da Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira.

O palmito pupunha, adaptado ao clima local desde os anos 1940, destaca-se pela capacidade de rebrota e múltiplas colheitas, sendo alternativa sustentável frente ao extrativismo de outras espécies, com abrangência de IG para diversos municípios e formatos de processamento conforme regulamento.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta terça-feira (18) que o palmito pupunha cultivado no Vale do Ribeira, em São Paulo recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Com o novo registro, São Paulo passa a contar com 12 IGs – nove delas relacionadas ao agro.

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No caso da pupunha do Vale do Ribeira, os produtores que desejarem utilizar o selo devem seguir as práticas tradicionais da região, descritas no caderno de especificações elaborado junto aos agricultores e aprovado pelo Inpi. De acordo com o superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, os produtores ligados à IG são agricultores familiares. Cerca de 1.800 produtores que cultivam aproximadamente 10 mil hectares de pupunha, segundo a Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale).

Bem adaptado ao clima quente e úmido da região desde sua introdução nos anos 1940, o palmito pupunha tem como diferencial a capacidade de rebrota, permitindo múltiplas colheitas sem retirada da palmeira. Essa característica o torna uma alternativa sustentável em comparação a espécies como juçara e palmeira-real, antes exploradas de forma extrativista.

A IG abrange produtores de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. A sede da Apuvale fica em Registro. O selo contempla palmito em haste, o minimamente processado e o processado.

A pupunha em conserva poderá utilizar a identificação em formatos como tolete, rodelas, estirpe de palmeira, picado, bandas, espaguete, arroz, lasanha e outras variações que atendam aos requisitos previstos em legislação e no regulamento da IG.