
Engenheira agrônoma Clevane Ribeiro destaca a resistência das Pancs no campo
Band TV
Frequentemente ignoradas nos grandes circuitos de hortifrúti, as plantas alimentícias não convencionais (PANCs) consolidam-se como uma alternativa de baixo custo, alta densidade nutricional e resiliência climática para o produtor rural brasileiro.
Variedades como ora-pro-nóbis, taioba e peixinho-da-horta vêm ganhando espaço tanto em pequenas propriedades quanto na alta gastronomia. Diferentemente de hortaliças sensíveis como alface e tomate, que exigem estruturas de cobertura para manter a produtividade sob chuvas intensas, as PANCs apresentam rusticidade natural.
Segundo a engenheira agrônoma e produtora Clevane Ribeiro, essas plantas se adaptam ao clima local sem a necessidade de manejo intensivo, o que reduz drasticamente o custo de produção e o uso de insumos.
Na culinária regional, a taioba já é um elemento tradicional em Minas Gerais, comumente preparada em refogados. Entretanto, a versatilidade dessas espécies permite novos usos: o "coração" da bananeira, por exemplo, é transformado em caponata após processo de escaldagem com limão para evitar a oxidação. Já a flor do feijão-borboleta é utilizada em infusões para produzir o chamado "chá azul".
O avanço dos estudos sobre essas espécies tem estimulado o paladar de novos consumidores. Para especialistas, a inclusão de PANCs na dieta cotidiana é uma estratégia de segurança alimentar, permitindo que famílias produzam alimentos diversificados e nutritivos em espaços reduzidos, como hortas domésticas.
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