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PANCs ganham espaço na mesa com baixo custo e alto valor nutritivo no país

Plantas não convencionais, como ora-pro-nóbis e taioba, oferecem alternativa sustentável e resistência climática no campo.

Da redação
DA REDAÇÃO

16/02/2026 • 17:34 • Atualizado em 16/02/2026 • 17:34

Engenheira agrônoma Clevane Ribeiro destaca a resistência das Pancs no campo

Engenheira agrônoma Clevane Ribeiro destaca a resistência das Pancs no campo

Band TV

Frequentemente ignoradas nos grandes circuitos de hortifrúti, as plantas alimentícias não convencionais (PANCs) consolidam-se como uma alternativa de baixo custo, alta densidade nutricional e resiliência climática para o produtor rural brasileiro.

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Variedades como ora-pro-nóbis, taioba e peixinho-da-horta vêm ganhando espaço tanto em pequenas propriedades quanto na alta gastronomia. Diferentemente de hortaliças sensíveis como alface e tomate, que exigem estruturas de cobertura para manter a produtividade sob chuvas intensas, as PANCs apresentam rusticidade natural.

Segundo a engenheira agrônoma e produtora Clevane Ribeiro, essas plantas se adaptam ao clima local sem a necessidade de manejo intensivo, o que reduz drasticamente o custo de produção e o uso de insumos.

Na culinária regional, a taioba já é um elemento tradicional em Minas Gerais, comumente preparada em refogados. Entretanto, a versatilidade dessas espécies permite novos usos: o "coração" da bananeira, por exemplo, é transformado em caponata após processo de escaldagem com limão para evitar a oxidação. Já a flor do feijão-borboleta é utilizada em infusões para produzir o chamado "chá azul".

O avanço dos estudos sobre essas espécies tem estimulado o paladar de novos consumidores. Para especialistas, a inclusão de PANCs na dieta cotidiana é uma estratégia de segurança alimentar, permitindo que famílias produzam alimentos diversificados e nutritivos em espaços reduzidos, como hortas domésticas.