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Período de defeso protege o Caranguejo-Uçá e preserva tradição no Ceará

Nesse período, machos e fêmeas saem de suas tocas nos manguezais e se deslocam em massa para áreas de maré com o objetivo de acasalamento

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 08:42 • Atualizado em 21/01/2026 • 08:42

O caranguejo, um dos pilares da gastronomia cearense e item indispensável no roteiro de turistas e moradores, vive um momento de proteção. O período de defeso do caranguejo-uçá é uma medida essencial para garantir a reprodução da espécie e a sustentabilidade da atividade pesqueira na região.

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O fenômeno da "Andada"

O defeso ocorre durante o fenômeno conhecido como "andada". Nesse período, machos e fêmeas saem de suas tocas nos manguezais e se deslocam em massa para áreas de maré com o objetivo de acasalamento. Para proteger esse ciclo vital, ficam temporariamente proibidas a captura, o transporte e a comercialização do crustáceo.

Nas famosas barracas da Praia do Futuro, o caranguejo é o prato mais procurado. Com a proibição da pesca fresca, comerciantes e donos de restaurantes precisam se adaptar para não deixar os clientes sem a iguaria.

Adaptação: Os estabelecimentos podem continuar servindo o produto, desde que utilizem estoques adquiridos antes do período de proibição.

Regras Rigorosas: Para comercializar o estoque antigo, é obrigatório realizar a declaração do armazenamento junto ao IBAMA.

Fiscalização e sustentabilidade

A legislação ambiental é rigorosa para quem desrespeita o defeso. As infrações podem resultar na apreensão do produto e multas que variam conforme a quantidade irregular encontrada.

Segundo especialistas, essas medidas de ordenamento pesqueiro são fundamentais para manter os estoques e garantir que a tradição do caranguejo permaneça viva para as próximas gerações. A orientação para os consumidores é clara: o consumo é permitido, desde que o crustáceo tenha sido capturado e declarado legalmente antes do início do defeso.

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