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Plano Safra 2026/2027 terá R$ 525 bilhões para o agronegócio

Com o slogan “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, a nova edição amplia os recursos para custeio, comercialização e investimentos na produção agropecuária

VIVIANE TAGUCHI

30/06/2026 • 08:55 • Atualizado em 30/06/2026 • 11:59

O Governo Federal lança, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027 com um aporte histórico de R$ 525,1 bilhões destinados ao fortalecimento da agricultura empresarial. O anúncio ocorre no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cerimônia oficial do anúncio acontece a partir das 10 horas, com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

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O presidente Lula não participa deste evento, mas deve acompanhar o lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar, a partir das 17 horas. No Plano Safra 2026/2027 houve um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior.

Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas. A expectativa era que o volume de recursos ficasse entre R$ 550 bilhões e R$ 623 bilhões. Os R$ 525,1 bilhões também são aquém das projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.

A maior fatia do crédito rural, que soma R$ 384,9 bilhões, atende as demandas de custeio (financiamento das despesas da safra) e comercialização. Os R$ 140,2 bilhões restantes financiam investimentos em modernização tecnológica e infraestrutura.

Juros mais baixos e apoio ao médio produtor

A queda da taxa Selic abriu espaço para o governo reduzir os juros das linhas estratégicas de crédito. Segundo os dados oficiais divulgados no evento, o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) conta com R$ 72,6 bilhões. A taxa de juros para esse grupo recuou para 9% ao ano.

O custeio empresarial (recursos para compra de insumos) e o programa Moderfrota (linha para aquisição de tratores e colheitadeiras) operam com juros de 12,5% ao ano. Já o Moderfrota destinado aos produtores do Pronamp tem taxa fixada em 11,5% ao ano.

O PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) opera com juros de 9,5% ao ano. No entanto, o armazenamento focado em cooperativas ou estruturas de até 12 mil toneladas conta com uma taxa reduzida de 8,0% ao ano. Os programas Prodecoop e Procap-Agro operam com taxa de 12% ao ano.

Incentivos para a sustentabilidade no campo

O Plano Safra 2026/2027 reforçou os mecanismos de incentivo à regularização ambiental das fazendas brasileiras. O produtor rural pode obter um desconto de até 1,0 ponto percentual nos juros de custeio.

Esse benefício atende quem mantém o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado. O desconto também contempla a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e certificadas internacionalmente.

A linha RenovAgro Ambiental e de Recuperação ou Conversão de Pastagens opera com juros de 8,5% ao ano. Para as demais vertentes do RenovAgro, a taxa é de 9,5% ao ano. Os programas Inovagro (inovação tecnológica) e Proirriga (sistemas de irrigação) cobram juros de 11,5% ao ano.

Gestão de risco e modernização produtiva

O governo federal passou a exigir maior contrapartida dos tomadores de crédito rural nesta edição. A renegociação de dívidas de custeio agrícola fica atrelada à contratação do Proagro (seguro da atividade agropecuária) ou de seguros privados. A medida visa diminuir a dependência de pacotes emergenciais após quebras de safra.

O programa InvestAgro foi reformulado para focar na resiliência energética do campo. A linha financia a instalação de matrizes limpas, como energia solar, eólica e biomassa. O plano estimula a autonomia do produtor ao expandir a rede de câmaras frias no país.