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Agro

Setor arrozeiro condiciona acesso ao Plano Safra à renegociação de dívidas

Federarroz defende custeio abaixo de 10% ao ano e R$ 4 bilhões para seguro rural

2 min

26/06/2026 12:40 • Atualizado há 120 dias

Setor arrozeiro condiciona acesso ao Plano Safra à renegociação de dívidas

O acesso dos produtores de arroz ao Plano Safra 2026/2027 pode ficar comprometido caso não sejam implementadas medidas de renegociação de passivos e redução nos custos de financiamento. A avaliação é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que destaca a repactuação de dívidas agrícolas como um pilar fundamental para a continuidade da atividade produtiva no próximo ciclo.

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Segundo o presidente da entidade, Denis Dias Nunes, o endividamento elevado impede que muitos agricultores contratem novas linhas, tornando indispensável um suporte governamental direto para garantir a viabilidade econômica do setor.

A necessidade de crédito acessível

Para a Federarroz, a operacionalização do Plano Safra exige atenção especial à subvenção ao custeio agrícola. A entidade defende que as taxas de juros para a agricultura empresarial sejam mantidas abaixo de 10% ao ano, patamar considerado determinante diante dos preços apertados que o setor enfrenta atualmente.

"Nas condições que temos agora, principalmente no arroz, não há como viabilizar o pagamento com juros acima de 10% ao ano", afirma Nunes. O dirigente ressalta que o custo do dinheiro será um fator decisivo para a capacidade de pagamento dos produtores na próxima safra.

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Além da taxa de juros, a Federarroz monitora a forma como os recursos serão disponibilizados. O presidente da entidade explica que o anúncio do montante global do plano – que a entidade espera que se aproxime dos R$ 600 bilhões sugeridos pelas confederações ligadas à agricultura – funciona apenas como uma autorização para que as instituições financeiras busquem fontes de recursos, como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e poupança rural, para liberar o crédito.

Propostas para o próximo ciclo

A entidade também ressalta a importância de ferramentas que mitiguem os riscos climáticos, defendendo uma recomposição robusta para o seguro rural. Para a Federarroz, o orçamento destinado à subvenção do seguro precisa alcançar a casa dos R$ 4 bilhões, suprindo a demanda das cadeias produtivas que ficou desatendida no ciclo anterior.

Nesse contexto, Nunes cita o Projeto de Lei (PL) 5.122/2023 como uma iniciativa positiva, mas faz um alerta: a proposta precisa ser operacionalizada antes do início do Plano Safra para que, de fato, alcance os produtores que já possuem restrições financeiras decorrentes de eventos climáticos adversos.

Setor arrozeiro condiciona acesso ao Plano Safra à renegociação de dívidas