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Preço da manga cai 22% no Vale do São Francisco devido à alta oferta

Levantamento do Cepea mostra que variedade Tommy é negociada a R$ 0,99/kg; exportações aquecidas para a Europa não contêm desvalorização interna

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 10:29 • Atualizado em 10/02/2026 • 10:29

Manga

Manga

Reprodução/Pexels

Resumo

Elevada oferta de manga na região do Vale do São Francisco provocou queda de 22% nos preços da variedade Tommy na primeira semana de fevereiro, com média de R$ 0,99/kg, devido ao pico de colheita e aumento do volume disponível no mercado nacional.

Cidade de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, registrou preços mais altos, com média de R$ 1,24/kg, sustentados pela menor colheita em municípios vizinhos, enquanto as exportações para a Europa seguem em ritmo forte, mas ainda insuficientes para estabilizar o mercado interno.

Expectativa para as próximas semanas indica recuperação dos preços com a redução da oferta no Semiárido nordestino e o fim da safra em São Paulo, sendo o monitoramento do Cepea fundamental para o planejamento dos agentes do setor.

A elevada oferta de manga no Vale do São Francisco, região produtora entre Bahia e Pernambuco, provocou uma queda acentuada nos preços de negociação da fruta na primeira semana de fevereiro. Segundo dados do Hortifrúti/Cepea, a maior disponibilidade da variedade Tommy resultou em uma redução de 22% no valor da fruta em comparação ao fechamento de janeiro.

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Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, a manga Tommy foi negociada por uma média de R$ 0,99/kg na região. O cenário de desvalorização é impulsionado pelo pico de colheita, que aumenta o volume de produto disponível no mercado nacional. Especialistas do setor explicam que, quando a oferta supera a demanda imediata, os preços tendem a recuar para escoar a produção.

Diferenças regionais e mercado externo

Diferentemente do cenário geral no Vale, a cidade de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, apresentou preços mais firmes. Na última semana, a média da Tommy na localidade foi de R$ 1,24/kg. Esse suporte nos valores ocorreu devido à diminuição do volume colhido em municípios vizinhos, o que reduziu a concorrência local.

No âmbito do comércio exterior, as exportações de manga para o mercado europeu continuam em ritmo acelerado. Entretanto, esse escoamento para fora do país ainda não é suficiente para equilibrar a balança interna e evitar a queda nos preços pagos aos produtores brasileiros.

Perspectivas para as próximas semanas

A expectativa para o restante do mês de fevereiro aponta para uma possível recuperação dos preços. A oferta de manga deve começar a diminuir no Semiárido nordestino nas próximas semanas, aliviando a pressão sobre o mercado.

Além disso, a finalização da safra no estado de São Paulo contribuirá para uma menor disponibilidade global da fruta no Brasil. Esse movimento conjunto entre as regiões produtoras pode favorecer a retomada de valores mais altos nas negociações de campo.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) é uma instituição vinculada à Esalq/USP que monitora os preços agrícolas no Brasil. O acompanhamento semanal dessas cotações é fundamental para que produtores e compradores planejem suas estratégias de mercado.

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