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Preço da manga palmer volta a subir no Brasil após dois meses de queda

O aumento na demanda e a oferta restrita impulsionaram as cotações da fruta na última semana; exportações africanas trazem incerteza ao setor

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 14:24 • Atualizado em 07/04/2026 • 14:24

Reprodução/Pexels

Resumo

Reação dos preços da manga palmer ocorreu em abril após dois meses de queda, motivada por oferta restrita nas lavouras e aumento da demanda nos centros de distribuição.

Dados do Hortifrúti/Cepea indicam valorização que beneficia produtores, mas com cenário incerto devido ao início da safra em novas regiões e à concorrência internacional.

Desafios no mercado externo, como aumento das exportações africanas, podem dificultar o escoamento brasileiro e pressionar preços internos, exigindo monitoramento constante dos produtores diante de possíveis aumentos de oferta.

O preço da manga palmer registrou uma leve reação em todo o território nacional na primeira semana de abril, interrompendo um ciclo de baixas que durava dois meses. O movimento de valorização foi impulsionado pela combinação entre a oferta restrita no campo e o aumento da procura pela fruta nos centros de distribuição.

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De acordo com dados do Hortifrúti/Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização marca um respiro para o produtor rural. No entanto, o cenário para o curto prazo ainda exige cautela devido ao início da safra em outras regiões e à concorrência internacional.

Fatores que impulsionaram a valorização

A alta recente nos preços é explicada, primordialmente, por uma lacuna temporária na colheita. Com menos frutas disponíveis para o mercado interno, os compradores aceitaram pagar valores ligeiramente superiores para garantir o abastecimento.

Somado a isso, pesquisadores do Cepea indicam que houve uma melhora no ritmo de escoamento. Esse equilíbrio entre menos oferta e maior demanda é o que permitiu a reação das cotações após os meses de fevereiro e março apresentarem preços em queda livre.

É importante destacar que a manga palmer é uma das variedades mais consumidas no Brasil devido à sua polpa firme e pouca fibra. Quando o preço desta commodity oscila, o impacto é sentido rapidamente tanto nas gôndolas dos supermercados quanto na rentabilidade das fazendas produtoras.

Incertezas no mercado internacional

Apesar do otimismo moderado com a reação atual, especialistas do setor alertam que não é possível garantir que a tendência de alta se mantenha nas próximas semanas. Um dos principais fatores de pressão é a retomada do ritmo normal de colheitas em polos produtores brasileiros.

Além do cenário interno, o mercado externo apresenta desafios significativos. O início das exportações de manga vindas do continente africano aumenta a concorrência na Europa e nos Estados Unidos, destinos tradicionais da fruta brasileira.

O avanço da produção africana costuma reduzir a janela de oportunidade para o Brasil no exterior. Com mais oferta global, o escoamento da produção nacional para fora do país pode encontrar dificuldades, o que acabaria forçando a permanência de mais frutas no mercado doméstico, pressionando os preços para baixo novamente.

O que esperar para as próximas semanas

Para o produtor, o momento é de monitoramento constante. O agronegócio da manga depende fortemente da logística e das condições climáticas, que influenciam diretamente o "timing" da colheita. Se o volume colhido aumentar de forma acelerada nos próximos dias, a valorização registrada agora pode ser anulada.