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Preço do algodão no Brasil tem estabilidade com oscilações de 4%

Valor da fibra mantém patamar desde outubro; exportações registram queda de 30% em janeiro de 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 11:14 • Atualizado em 11/02/2026 • 11:14

Seagri/SP

Os preços internos do algodão no Brasil registram pequenas oscilações desde a primeira dezena de outubro de 2025, mantendo uma diferença de apenas 4% entre os valores mínimos e máximos praticados. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário de estabilidade é influenciado por flutuações no câmbio, demanda externa contida e estoques globais elevados. No mercado spot nacional, o período é marcado por uma "queda de braço" entre produtores e compradores, o que limita a liquidez das negociações.

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Fatores que dificultam o aumento dos preços

De acordo com a análise do Cepea, a falta de dados econômicos que possam impulsionar a demanda global é um dos principais obstáculos para a valorização da pluma no mercado brasileiro. Além disso, o bom volume mundial de estoques de passagem contribui para manter as cotações sob pressão.

No ambiente doméstico, os vendedores consultados pela instituição seguem focados em fazer caixa por meio das exportações ou com o início da colheita da safra de verão. Por outro lado, as indústrias compradoras não demonstram urgência em recompor seus estoques no momento, o que trava o ritmo das transações no curto prazo.

Queda no volume de exportações em 2026

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil embarcou 316,86 mil toneladas de algodão em janeiro de 2026. O montante representa um recuo significativo de 30% na comparação com o volume registrado em dezembro de 2025.

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a queda nas exportações é de 23,8%, visto que em janeiro de 2025 os embarques totalizaram 415,6 mil toneladas. Esse recuo no ritmo de vendas externas é um dos pontos de atenção para o setor no início deste ano.

Perspectivas para o mercado de pluma

A estabilidade observada nos últimos meses reflete um equilíbrio frágil entre a oferta disponível e a necessidade das fiações. Especialistas do setor agropecuário ressaltam que a tendência para as próximas semanas dependerá diretamente da evolução da colheita nas principais regiões produtoras e do comportamento dos preços na Bolsa de Nova York.

A paridade de exportação continua sendo um balizador fundamental para os preços internos. Enquanto o dólar apresentar volatilidade, os produtores brasileiros devem manter a cautela nas vendas, priorizando o cumprimento de contratos já firmados e aguardando janelas de oportunidade para novos negócios.

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