
José Cruz/Agência Brasil
Resumo
O preço do etanol hidratado em São Paulo caiu 1,26% na primeira semana de fevereiro de 2026, fechando a R$ 3,0496 por litro, interrompendo um ciclo de altas iniciado em outubro de 2025.
A baixa liquidez no mercado spot, com negociações de pequenas quantidades, foi apontada pelos pesquisadores do Cepea como principal fator para a desvalorização, e nem o Carnaval impulsionou volumes maiores de negociação no estado.
As exportações brasileiras de etanol registraram forte retração em janeiro, totalizando 43,3 milhões de litros, volume 74% menor que dezembro de 2025 e o mais baixo desde fevereiro de 2025, devido à menor demanda internacional e cautela dos compradores domésticos.
O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado, no estado de São Paulo, fechou a primeira semana de fevereiro de 2026 cotado a R$ 3,0496 por litro (líquido de impostos). O valor representa uma queda de 1,26% em comparação ao período anterior.
De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esta é a primeira desvalorização registrada para o biocombustível desde a primeira dezena de outubro de 2025. O recuo nos preços encerra um ciclo de altas que vinha sendo observado nos últimos meses no mercado paulista.
Mercado spot e baixa liquidez
Pesquisadores do Cepea atribuem esse resultado, sobretudo, à baixa liquidez registrada no mercado spot — termo técnico que designa o mercado de pronta entrega, onde as negociações de compra e venda são liquidadas de forma imediata.
Embora o volume total negociado tenha apresentado crescimento na comparação com a semana anterior, a maioria dos contratos fechados envolveu apenas pequenas quantidades do produto. Nem mesmo a proximidade das festividades de Carnaval foi capaz de movimentar volumes maiores de etanol hidratado no estado.
Cenário das exportações brasileiras
No mercado externo, o cenário também apresenta retração significativa. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de etanol somaram 43,3 milhões de litros em janeiro.
Este montante é 74% inferior ao registrado em dezembro de 2025 e está muito abaixo dos 179 milhões de litros exportados no mesmo período do ano passado. O desempenho atual representa o menor volume de embarques desde fevereiro de 2025, quando o Brasil exportou pouco mais de 39 milhões de litros do biocombustível.
A redução na demanda internacional e a cautela dos compradores domésticos contribuem para a pressão negativa sobre os preços do etanol hidratado, que é o combustível utilizado diretamente nas bombas pelos consumidores que possuem veículos flex.
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