
Preço do mamão despenca nas principais regiões produtoras
Seagri/ES
Os preços do mamão registraram queda pela terceira semana consecutiva nas principais regiões produtoras do país. Levantamento realizado pela equipe Hortifrúti/Cepea aponta recuos expressivos tanto no Norte do Espírito Santo quanto no Sul da Bahia. O movimento de baixa é motivado pelo elevado volume de frutas disponíveis em campo, o que aumenta a oferta no mercado e pressiona as cotações para baixo.
No Norte do Espírito Santo, o mamão havaí (tipos 12 a 18) foi comercializado à média de R$ 1,97/kg entre os dias 19 e 23 de janeiro. O valor representa um recuo de 21% em comparação à semana anterior. Já no Sul da Bahia, o tipo formosa sofreu desvalorização de 13%, sendo negociado em média a R$ 2,14/kg no mesmo período.
Desvalorização acumulada no mês
A análise mensal revela um cenário ainda mais crítico para os produtores em termos de rentabilidade. Na parcial de janeiro, a desvalorização acumulada do mamão havaí no mercado capixaba chega a 34%. No Sul baiano, a queda do formosa é ainda mais drástica, atingindo 51% de perda no valor médio de venda em relação ao início do mês.
Pesquisadores do setor explicam que o clima favorável nas últimas semanas acelerou a maturação das frutas, resultando em uma concentração de colheita. Esse fenômeno, conhecido como pico de safra, ocorre quando há uma grande quantidade de produto pronto para o consumo ao mesmo tempo, superando a demanda imediata dos compradores.
Impacto no atacado paulista
O reflexo da maior disponibilidade de mamão também é sentido nos grandes centros de distribuição. No atacado paulista, representado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), as pesquisas indicam baixas consistentes de preços.
Na última semana, o mamão formosa foi cotado a R$ 54,00 por caixa de 13 kg na Ceagesp, o que representa uma queda de 17%. O setor de hortifrúti acompanha agora o ritmo de escoamento dessa produção para prever quando o mercado atingirá um novo patamar de equilíbrio.
A expectativa para as próximas semanas depende da evolução climática e do fôlego do mercado interno em absorver o excedente de produção vindo do Nordeste e do Sudeste. Por enquanto, a abundância de oferta favorece o consumidor final, que encontra preços mais acessíveis nas gôndolas dos supermercados.
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