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Cotação do milho sobe e agricultores seguram cereal à espera de mais altas

Compradores aguardam avanço da colheita da segunda safra por mais oferta, aponta levantamento do Cepea

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 10:47 • Atualizado em 13/07/2026 • 10:48

Agricultores aguardam mais ofertas para vender o milho da safra 2025/26 e safrinha

Agricultores aguardam mais ofertas para vender o milho da safra 2025/26 e safrinha

Foto: Jonas Oliveira/SEAB

As cotações do milho seguem firmes em boa parte das regiões brasileiras acompanhadas pelo Centro de Pesquisas Econômicas de São Paulo, sustentadas pela baixa liquidez no mercado spot, que é o mercado de pronta entrega com pagamento à vista.

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De acordo com os pesquisadores da instituição, enquanto os vendedores priorizam as atividades de campo, os compradores permanecem retraídos. O setor comprador aguarda o avanço da colheita da segunda safra para obter um aumento da oferta. As altas registradas nas cotações internacionais também dão suporte aos preços domésticos.

Condições climáticas reduzem a oferta

As condições climáticas reduziram momentaneamente a oferta do cereal no mercado brasileiro. A colheita da segunda safra — popularmente chamada de safrinha, que é o cultivo realizado logo após a retirada da safra principal — segue em linha com o registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, o ritmo atual está inferior à média das últimas cinco safras.

Além disso, as altas recentes nos preços da soja levaram parte dos agricultores a dar preferência aos negócios com a oleaginosa. Com isso, os produtores rurais seguram os estoques de milho e aguardam melhores momentos econômicos para efetivar as vendas do cereal no mercado interno.

Para as próximas semanas, as previsões de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste devem permitir o avanço das máquinas no campo. Assim, os produtores rurais poderão ter estimativas mais exatas sobre a produtividade real desta safra. O acompanhamento será fundamental para avaliar os diferentes impactos climáticos regionais.

Entre os fatores que serão medidos de forma mais precisa com a evolução dos trabalhos estão os impactos das geadas no Paraná, os efeitos da seca em Goiás e os resultados das condições favoráveis ao desenvolvimento da safra em Mato Grosso