Preço do suíno vivo despenca 20% em um ano no estado de São Paulo
Queda nas exportações e aumento da oferta interna pressionam as cotações; em fevereiro, o quilo do animal foi negociado por R$ 6,91 em média

O mercado de suinocultura em São Paulo enfrenta um cenário de forte retração nos preços. O valor do suíno vivo registrou uma queda de aproximadamente 20% no período de um ano. O levantamento aponta um impacto direto na rentabilidade dos produtores do estado.
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Em fevereiro deste ano, o quilo do animal foi negociado, em média, a R$ 6,91. O valor é significativamente inferior aos R$ 8,66 registrados no mesmo mês de 2025, evidenciando o momento de pressão sobre a proteína animal.
Excesso de oferta no mercado interno
A principal razão para o recuo nos preços, segundo a análise do setor, é a mudança no fluxo comercial. Houve uma menor procura por animais vivos no mercado externo, o que impediu o escoamento da produção para outros países.
Com a redução das exportações, o volume de animais que permanecem no Brasil aumentou consideravelmente. Esse excesso de oferta interna força a queda nos preços pagos ao produtor, já que a disponibilidade de carne supera a demanda atual de consumo.
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Custos e segurança energética no radar
A crise nos preços do suíno ocorre em um momento em que o setor produtivo também observa atentamente os custos de logística e produção. Paralelamente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se movimenta para tentar conter custos de combustíveis.
A entidade propôs ao governo federal o aumento da mistura do biodiesel no diesel para 16% ou 17%. A medida visa dar mais segurança energética ao país diante das incertezas no fornecimento de petróleo causadas por conflitos no Oriente Médio.
Perspectivas na Expodireto Cotrijal
Apesar dos desafios na pecuária, o agronegócio busca renovar investimentos na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). A feira é um termômetro para o setor de máquinas e tecnologia, reunindo mais de 600 expositores.
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O evento espera receber 300 mil pessoas até sexta-feira. Produtores buscam na feira alternativas tecnológicas para otimizar a produção e reduzir custos, tentando equilibrar as contas diante da desvalorização das commodities e animais vivos.
