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Preço do suíno vivo despenca 20% em um ano no estado de São Paulo

Queda nas exportações e aumento da oferta interna pressionam as cotações; em fevereiro, o quilo do animal foi negociado por R$ 6,91 em média

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 09:41 • Atualizado em 10/03/2026 • 09:41

Resumo

O mercado de suinocultura paulista enfrenta forte retração nos preços, com queda de 20% no valor do suíno vivo em um ano, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores do estado.

O excesso de oferta interna resulta da diminuição das exportações, elevando o volume de animais disponíveis e forçando a redução dos preços pagos ao produtor, já que a disponibilidade de carne supera a demanda atual de consumo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil propõe ao governo federal o aumento da mistura de biodiesel no diesel para garantir segurança energética, enquanto produtores buscam alternativas tecnológicas na Expodireto Cotrijal para equilibrar custos diante da desvalorização das commodities e animais vivos.

O mercado de suinocultura em São Paulo enfrenta um cenário de forte retração nos preços. O valor do suíno vivo registrou uma queda de aproximadamente 20% no período de um ano. O levantamento aponta um impacto direto na rentabilidade dos produtores do estado.

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Em fevereiro deste ano, o quilo do animal foi negociado, em média, a R$ 6,91. O valor é significativamente inferior aos R$ 8,66 registrados no mesmo mês de 2025, evidenciando o momento de pressão sobre a proteína animal.

Excesso de oferta no mercado interno

A principal razão para o recuo nos preços, segundo a análise do setor, é a mudança no fluxo comercial. Houve uma menor procura por animais vivos no mercado externo, o que impediu o escoamento da produção para outros países.

Com a redução das exportações, o volume de animais que permanecem no Brasil aumentou consideravelmente. Esse excesso de oferta interna força a queda nos preços pagos ao produtor, já que a disponibilidade de carne supera a demanda atual de consumo.

Custos e segurança energética no radar

A crise nos preços do suíno ocorre em um momento em que o setor produtivo também observa atentamente os custos de logística e produção. Paralelamente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se movimenta para tentar conter custos de combustíveis.

A entidade propôs ao governo federal o aumento da mistura do biodiesel no diesel para 16% ou 17%. A medida visa dar mais segurança energética ao país diante das incertezas no fornecimento de petróleo causadas por conflitos no Oriente Médio.

Perspectivas na Expodireto Cotrijal

Apesar dos desafios na pecuária, o agronegócio busca renovar investimentos na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). A feira é um termômetro para o setor de máquinas e tecnologia, reunindo mais de 600 expositores.

O evento espera receber 300 mil pessoas até sexta-feira. Produtores buscam na feira alternativas tecnológicas para otimizar a produção e reduzir custos, tentando equilibrar as contas diante da desvalorização das commodities e animais vivos.

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