
Tomate está mais caro em SP e no Rio, mas ficou mais barato em BH e em Campinas
João Videira/BandNews FM
As cotações do tomate longa vida 3A apresentaram comportamentos distintos nas principais praças consumidoras do país nos últimos dias. Enquanto consumidores de São Paulo e do Rio de Janeiro enfrentam preços mais altos, as cidades de Belo Horizonte e Campinas registraram recuo nos valores do produto.
A disparidade no mercado reflete a dinâmica regional de colheita e a entrada de novas cargas nas centrais de abastecimento.
Por que o tomate subiu em SP e RJ?
A alta nos preços observada em São Paulo e no Rio de Janeiro está diretamente ligada ao ciclo produtivo nas regiões de Sumaré (SP) e Paty do Alferes (RJ). Nessas localidades, a primeira parte da safra de inverno está se aproximando do fim.
Segundo pesquisadores da equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta atual nessas praças é composta majoritariamente pelos chamados "frutos ponteiros".
Esse termo técnico designa os últimos tomates a serem colhidos de uma lavoura, que naturalmente apresentam calibre menor e qualidade inferior em comparação aos frutos colhidos no auge da produção. Com a oferta de produtos de melhor qualidade reduzida, os preços acabam pressionados para cima.
Queda em MG e Campinas
O cenário é diferente em Belo Horizonte e Campinas. Nessas regiões, os preços do tomate estão em queda, um movimento impulsionado pelo aumento da disponibilidade do fruto. De acordo com o Hortifrúti do Cepea, o recuo nos valores está relacionado a dois fatores principais:
Aumento da oferta mineira: As regiões de Carmópolis e Pará de Minas (MG) intensificaram o envio de mercadorias para essas praças, elevando a quantidade disponível.
Diversificação de tipos: Além do tomate longa vida, o mercado tem recebido oferta de tomates rasteiros provenientes da região de Cristalina (GO), o que contribui para o aumento da concorrência e a pressão baixista nos preços.
O tomate rasteiro, comumente utilizado pela indústria de molhos, também tem presença relevante no consumo in natura, exercendo influência sobre a balança de preços do setor hortifrutigranjeiro
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