Resumo
O aumento mundial dos preços dos alimentos em fevereiro foi de 0,9%, impulsionado por cereais, óleos vegetais e carnes, segundo a FAO, apesar de quedas no açúcar e laticínios.
O setor de tabaco brasileiro registrou recorde de exportação em 2025, com receita acima de 3 bilhões de dólares, volume de 561 mil toneladas e principais compradores na Europa, Extremo Oriente, Bélgica, China e Indonésia.
O desenvolvimento do chocolate com cacau do Norte de Minas foi realizado por pesquisadores da Unimontes, dentro do projeto Agro Mais Verde Cacau, que prevê meta de 15 mil hectares plantados e produtividade de 2 toneladas por hectare ao ano.
O preço mundial dos alimentos subiu em fevereiro, interrompendo uma sequência de cinco meses seguidos de queda. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o índice registrou um aumento de 0,9%, puxado principalmente pelas altas nas cotações dos cereais, dos óleos vegetais e das carnes.
Apesar da elevação no índice geral, alguns setores apresentaram recuo. Os preços do açúcar e dos laticínios, com destaque para o queijo, registraram queda no período, mas não foram suficientes para compensar a valorização das demais commodities alimentares monitoradas pela organização.
Exportação de tabaco atinge marca histórica
Enquanto o cenário global de preços se ajusta, o agronegócio brasileiro celebra resultados históricos em setores específicos. O Brasil registrou um recorde nas exportações de tabaco em 2025, alcançando uma receita superior a 3 bilhões de dólares. O desempenho reflete a força do setor no mercado externo e a relevância da produção nacional.
Os embarques do produto também apresentaram crescimento expressivo, atingindo 561 mil toneladas, o que representa uma alta de 23% no volume em comparação aos períodos anteriores. Por outro lado, o preço médio por tonelada sofreu uma redução de cerca de 7%. Entre os principais compradores do tabaco brasileiro, a Europa figura como o destino número um, seguida pelo Extremo Oriente, com Bélgica, China e Indonésia liderando as aquisições.
Inovação com cacau no Norte de Minas
Além dos grandes volumes de exportação, a inovação ganha espaço no campo mineiro. O norte de Minas Gerais produziu o primeiro chocolate feito exclusivamente com cacau cultivado na própria região. O experimento foi realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), provando a viabilidade da cultura em novas áreas.
O projeto faz parte da iniciativa "Agro Mais Verde Cacau", que incentiva produtores locais a investirem na cultura cacaueira. O programa estabeleceu uma meta ambiciosa de alcançar 15 mil hectares plantados no estado. A expectativa de produtividade para o projeto é estimada em 2 toneladas de amêndoas por hectare ao ano, fortalecendo a economia regional.
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