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Preços da batata, cebola e arroz caem, mas limão e maracujá disparam

Consumidores comemoram quedas, mas agricultores amargam prejuízos com altos custos de produção

Por Redação
REDAÇÃO

10/09/2025 • 11:25 • Atualizado em 10/09/2025 • 11:25

Resumo

Queda de preços de alimentos em agosto aliviou consumidores, mas prejudicou produtores, segundo IPCA-15, que registrou reduções significativas nos preços de batata, cebola e tomate nas Ceasas de várias cidades brasileiras.

Deflação alimentar, a mais acentuada desde 2023, teve impacto principal nos preços dos alimentos, com uma queda geral de quase 21%.

Produtores rurais enfrentam volatilidade nos preços e altos custos de produção, o que complica a sustentabilidade de suas atividades, apesar das quedas nos preços de alguns produtos e aumento em outros, como o limão.

O preço de alguns alimentos caiu em agosto, oferecendo um certo alívio para os consumidores finais, no entanto, esta queda reflete em prejuízo para quem produz. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) apontou que em agosto os preços caíram nas centrais de abastecimentos (Ceasas) em várias partes do Brasil. De acordo com o índice do dia 15 de agosto, houve uma redução de quase 19% no preço da batata, mais de 13% na cebola e cerca de 8% no tomate, além de ligeiras quedas nos preços do arroz e da carne.

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Essa deflação, a maior desde 2023, é influenciada principalmente pela redução nos preços dos alimentos, resultando em uma queda de quase 21%.

Apesar de ser uma ótima notícia para os consumidores, os produtores enfrentam desafios. A volatilidade dos preços, especialmente do tomate, é comparada a uma "montanha-russa". Um produtor local compartilhou suas dificuldades: “Os custos de produção são muito altos e então, acaba praticamente empatando quando o produto abaixa os preços”, explica a produtora rural Neide Xavier, que comercializa os produtos na Ceasa do Distrito Federal. “Impacta muito o custo de produção”.

Apesar das quedas registradas, o custo de outros produtos também subiu no período, como o limão, que teve um aumento, para o consumidor final, de cerca de R$ 30, tornando-se uma das mercadorias mais caras no Ceasa atualmente, ao lado do maracujá. “A volatilidade é muito alta no setor. Em alguns períodos, o produto consegue ter mais lucro e em outros, tem prejuízo”, diz a agricultora.

Para os consumidores, a dicaé aproveitar os preços baixos para estocar e preparar alimentos saudáveis durante este período. A sugestão é fazer sopas utilizando ingredientes como cebola e cenoura, ideais para os dias mais frios.