
Carne bovina fica mais barata, segundo o Cepea
Wenderson Araujo/CNA
Os preços das carnes bovina e suína negociados no mercado atacadista da Grande São Paulo registraram queda na parcial de julho, entre os dias 30 de junho e 14 de julho. Em contrapartida, o frango resfriado ficou mais cafro, influenciado pela busca dos consumidores por proteínas com custos mais competitivos.
Segundo dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a carcaça casada bovina acumula uma desvalorização de 2,04%, enquanto a carcaça especial suína recuou 0,82%. Já o preço do frango resfriado registrou um aumento de 0,98%.
O comportamento do mercado atacadista
O recuo nas cotações das proteínas bovina e suína é reflexo de um mercado que apresenta consumo doméstico moderado nesta primeira quinzena de julho. Tradicionalmente, este é um período em que os atacadistas realizam a reposição de estoques de forma mais cautelosa.
No setor bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade por parte dos frigoríficos em repassar valores ao varejo limitam as negociações. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações brasileiras evitam desvalorizações mais acentuadas.
Carne de frango ganha mercado
O frango mantém um desempenho de preços mais favorável no atacado justamente por sua característica de proteína mais econômica. Com o preço do frango resfriado mais competitivo frente às demais carnes, o consumidor acaba migrando para essa opção, o que mantém a demanda pelo produto firme e sustenta a alta dos preços.
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