
José Cruz/Agência Brasil
Resumo
Estabilidade das cotações do etanol hidratado em São Paulo marca o fim da safra 2025/26, com usinas finalizando estoques e cumprindo contratos, reduzindo a oferta no mercado spot.
Expectativa dos compradores recai sobre o início da safra 2026/27, com previsão de aumento da oferta a partir de abril caso o processamento ocorra conforme o cronograma, enquanto algumas usinas já anteciparam a moagem.
Monitoramento de condições climáticas e preços internacionais do petróleo representa fatores de incerteza, influenciando decisões das usinas e afetando a disponibilidade e preço do etanol na transição entre safras.
As cotações do etanol hidratado permanecem estáveis no estado de São Paulo nesta última semana de março. O movimento ocorre a poucos dias do encerramento oficial da safra 2025/26 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país.
De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços seguem firmes devido à postura das usinas. Muitas unidades produtoras já estão finalizando seus estoques ou focadas apenas no cumprimento de contratos previamente negociados.
Essa estratégia contribui diretamente para a redução da oferta de combustível no chamado mercado spot paulista — onde as negociações de compra e venda são feitas para entrega imediata.
Expectativa para a nova safra
Do lado da demanda, os compradores mantêm uma postura de cautela e expectativa. O foco do mercado está voltado para o início oficial da safra 2026/27 e como os preços vão se comportar com a chegada de novo produto.
Pesquisadores do Cepea indicam que, caso o processamento da cana comece dentro do cronograma planejado, o mercado deve registrar um aumento na oferta de etanol a partir de abril.
Em algumas regiões produtoras, inclusive em pontos específicos de São Paulo e outros estados, já existem registros de usinas que iniciaram antecipadamente a moagem da nova temporada.
Fatores de incerteza no setor
Apesar da estabilidade atual, o setor de biocombustíveis monitora variáveis externas que podem alterar o cenário em curto prazo. A atenção dos agentes agroindustriais está voltada, principalmente, para as condições climáticas nas regiões canavieiras.
Além do clima, o comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional é um fator determinante. A volatilidade da commodity gera incertezas e influencia diretamente as decisões das usinas entre produzir mais açúcar ou priorizar o etanol.
O acompanhamento desses indicadores é fundamental para entender a disponibilidade do biocombustível nas bombas e o impacto econômico para o consumidor final na transição entre safras.
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