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Preços do feijão registram alta com colheita lenta no Paraná

Problemas no campo e entressafra deixam o alimento mais caro em todas as regiões do Brasil e impactam a rotina das famílias

Da redação
DA REDAÇÃO

11/05/2026 • 12:54 • Atualizado em 11/05/2026 • 12:55

Demanda por feijão preto está aquecida, mas oferta está baixa

Demanda por feijão preto está aquecida, mas oferta está baixa

Sebastião de Araújo/Embrapa

Os preços dos feijões carioca e preto mantêm tendência de alta neste início de maio, impulsionados pela oferta limitada nas principais regiões produtoras e pelo ritmo lento da colheita no Paraná. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o desenvolvimento tardio das lavouras paranaenses e a ocorrência de chuvas irregulares postergaram os trabalhos de campo, reduzindo a disponibilidade do produto no mercado.

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O Paraná ocupa a posição de maior produtor da segunda safra de feijão no Brasil. No entanto, o calendário de colheita no estado sofreu atrasos significativos, o que mantém os agentes do setor em estado de alerta. Além do atraso atual, novas projeções indicam recuos no volume de produção para a temporada 2025/26 no estado, fator que contribui para a sustentação das cotações elevadas.

O feijão foi um dos produtos que encareceu o custo da cesta básica em abril, conforme divulgado pelo Dieese nesta segunda-feira (11).

O impacto do clima

A disponibilidade reduzida de grãos na última semana é reflexo direto das condições climáticas adversas enfrentadas pelos produtores do Sul. As chuvas irregulares impediram que as máquinas avançassem no ritmo esperado, enquanto o desenvolvimento das plantas ocorreu de forma mais lenta que em ciclos anteriores.

Os agentes de mercado permanecem cautelosos quanto ao volume de negociações. O cenário de preços elevados, somado à aproximação de uma frente fria na região Sul, gera incertezas sobre a qualidade e o volume final da safra. Esse comportamento defensivo dos compradores é uma resposta direta à menor oferta de novos grãos no momento.

Demanda aquecida por feijão preto

Enquanto o feijão carioca sustenta seus patamares de preço pela escassez, o feijão preto ganhou destaque especial no interesse dos compradores. A demanda por novos grãos da segunda safra está aquecida, refletindo a necessidade de abastecimento das redes varejistas e da indústria de empacotamento.

O Paraná é um termômetro para o mercado nacional de feijão. A quebra nas projeções para 2025/26 e os entraves logísticos causados pelo clima sugerem que o patamar de preços deve continuar pressionado até que a colheita ganhe fôlego. Para o consumidor final, o cenário indica que o produto deve seguir com preços firmes nas prateleiras nos próximos dias.