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Primeira ministra da Itália diz que é prematuro assinar acordo Mercoul-UE

Georgia Meloni disse que o acordo precisa ter mais garantias de reciprocidade para proteger o setor agrícola europeu

VIVIANE TAGUCHI

17/12/2025 • 10:50 • Atualizado em 17/12/2025 • 10:50

Giorgia Meloni, primeira ministra da Itália

Giorgia Meloni, primeira ministra da Itália

UE

A primeira ministra da Itália, Georgia Meloni, disse nesta quarta-feira (17), durante a reunião de cúpula da União Europeia, que a assinatura do acordo comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia pode ser prematura. Meloni ainda reforçou que o acordo precisa de mais garantias de reciprocidade para proteger o setor agrícola europeu.

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A expectativa da Comissão Europeia e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que representa os países do Mercosul, é de que o acordo comercial seja assinado no próximo sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, com o pronunciamento de Meloni, a assinatura “muito provavelmente” ficará para as primeiras semanas do ano que vem. "Isso não significa que a Itália pretende bloquear ou se opor ao acordo como um todo... Estou muito confiante de que, no início do próximo ano, todas essas condições poderão ser atendidas", disse Meloni.

Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou um texto que tornam mais rígidas algumas regras do texto, como a regra que permite a suspensão temporária de benefícios tarifários concedidos ao Mercosul, caso um dos membros europeus alegue prejuízo ao setor agrícola local. A versão final do acordo será discutido pelo Conselho Europeu até a próxima sexta-feira (19).

Países como a França, Hungria, Polônia e Áustria já se posicionaram totalmente contra a assinatura do acordo comercial Mercosul-UE. Os Países Baixos e a Irlanda ainda não se posicionaram oficialmente e a Bélgica absteu-se. Alemanha, Espanha e os países nórdicosdeclararam que o acordo ajudará as exportações atingidas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e reduzirá a dependência em relação à China, fornecendo acesso a minerais.

Nesta quarta-feira (17), o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, assegurou que o acordo será assinado em janeiro, e destacou que ainda são necessárias correções nas cláusulas de salvaguarda para o agro italiano. "Somos favoráveis a assinar o acordo, mas é preciso ver o que se pode e o que se deve corrigir nas cláusulas de salvaguarda para alguns setores do mundo agrícola", declarou Tajani.

Na terça-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou que a premiê da Itália, Georgia Meloni, e o presidente da França, Emmanuel Macron, "assumam a responsabilidade" para assegurar que o pacto de livre comércio seja firmado ainda neste ano. "Eu espero que meu amigo Macron e a primeira-ministra Meloni assumam a responsabilidade. No sábado agora, eu estou indo para Foz do Iguaçu fazer uma reunião com a participação da União Europeia. Eu espero que eles tragam a boa notícia de que vão assinar o acordo e que não vão ter medo de perder competitividade com o povo brasileiro", disse o presidente.

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