Resumo
O cultivo de abóbora no Paraná movimentou R$ 106 milhões em 2025, com produção superior a 50 mil toneladas em 2.800 hectares distribuídos por 330 municípios, tendo Curitiba como principal polo produtor.
O mercado atacadista da Ceasa Paraná registrou valorização de 25% no quilo da abóbora seca, cotado a R$ 2,50, reforçando a importância econômica para produtores rurais e abastecimento regional.
O setor de hortaliças brasileiro adotou tecnologia desenvolvida pela Embrapa, que reutiliza solução nutritiva na irrigação, aumentando em 61% a eficiência do uso de água e reduzindo em 29% o consumo de fertilizantes.
O Bioparque Pantanal, no Mato Grosso do Sul, alcançou a marca de 100 espécies de peixes reproduzidas em cativeiro, consolidando-se como maior banco genético vivo de água doce do mundo e promovendo a preservação da biodiversidade aquática brasileira.
O cultivo de abóbora no Paraná consolidou-se como uma importante força econômica em 2025, movimentando R$ 106 milhões. A produção, que abrange 330 municípios do estado, ultrapassou a marca de 50 mil toneladas cultivadas em uma área total de 2.800 hectares. A região de Curitiba lidera o ranking de produção, seguida por Jacarezinho, no Norte Velho, e União da Vitória, na região Centro-Sul.
No mercado atacadista da Ceasa Paraná, o quilo da abóbora seca está cotado em torno de R$ 2,50. O valor representa uma valorização de 25% na comparação com março do ano anterior. Os dados reforçam a relevância da hortaliça para a renda dos produtores rurais paranaenses e o abastecimento regional.
Tecnologia amplia eficiência no campo
Além dos números da produção de abóbora, o setor de hortaliças brasileiro conta com avanços tecnológicos para otimizar recursos. Um novo sistema desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical permite a reutilização da solução nutritiva na irrigação, tecnologia que já é aplicada em cultivos de alface e rúcula.
Testada inicialmente no plantio de tomate grape na Serra da Ibiapaba, a inovação utiliza filtros de areia e esterilização com luz ultravioleta para tratar a água. O resultado prático é um aumento de 61% na eficiência do uso da água e uma redução de cerca de 29% no consumo de fertilizantes.
Conservação genética no Pantanal
No Mato Grosso do Sul, o Bioparque Pantanal atingiu a marca histórica de 100 espécies de peixes reproduzidas em cativeiro de forma natural. A centésima espécie registrada foi o acará-porquinho, consolidando o local como o maior banco genético vivo de água doce do mundo.
Das espécies reproduzidas, 32 são originárias do bioma Pantanal, além de exemplares da Amazônia e do Cerrado. O projeto destaca-se ainda por realizar 29 reproduções inéditas no mundo, fortalecendo a preservação da biodiversidade aquática brasileira.
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