A produção de mel tem se consolidado como uma alternativa de negócio sustentável e de preservação ambiental para produtores rurais em diferentes regiões do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, o apicultor Osívio trevejo, idealizador de um apiário familiar, expandiu sua criação de apenas seis colmeias iniciais para as atuais 170. O avanço da atividade destaca a importância das abelhas na polinização, processo essencial para a manutenção da biodiversidade e para a garantia de um terço dos alimentos consumidos no país.
O sucesso do negócio em Mato Grosso do Sul está diretamente associado à atenção redobrada com o meio ambiente e à ausência de defensivos agrícolas na região de manejo. A união familiar permitiu a divisão das etapas produtivas para garantir o crescimento do apiário.
Aloyara, filha do apicultor, explica que o processo produtivo começa com a coleta do mel no campo e segue para o beneficiamento em uma agroindústria localizada em Campo Grande, capital do estado. Na unidade, os trabalhadores retiram os favos, realizam a desoperculação da cera (remoção da camada que protege o mel) e utilizam uma centrífuga para extrair o produto líquido. Depois dessa etapa, a cera é devolvida em formato de favo para as colmeias, otimizando o trabalho das abelhas.
O manejo respeita o ciclo biológico e a hierarquia dos insetos. Conforme detalha Aloyara, as abelhas operárias vivem de 30 a 40 dias, enquanto a rainha pode alcançar até 5 anos de vida. A variedade da flora local também determina as características do produto final, resultando em méis de diferentes cores e sabores, como o Cipó-uva (clarinho e quase transparente), o Jatobá (cor caramelo avermelhado), o Silvestre e o de Aroeira.
Desenvolvimento da atividade no Maranhão
As práticas apícolas também ganham relevância no Nordeste do país. No Maranhão, produtores locais reforçam os cuidados necessários para garantir a segurança dos profissionais e a integridade das colmeias durante a extração.
O apicultor Sebastião ressalta a obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como macacões e redes faciais, devido aos riscos inerentes ao manejo de insetos. No apiário maranhense, a extração segue a mesma lógica de preservação das estruturas das caixas, onde as abelhas criam os filhotes e depositam o mel.
Além do mel centrifugado, a região se destaca pela comercialização do produto in natura, apresentado diretamente nos potes com os pedaços de favo e cera integrados, mantendo as características originais do alimento artesanal.
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