
Safra de soja deve ser de 166 milhões de toneladas
Seagri/BA
Resumo
Produção de soja na safra 2024/2025 no Brasil deve alcançar recorde de 168,75 milhões de toneladas, com destaque para um aumento na Bahia, onde a produtividade subiu para 4,08 toneladas por hectare.
Produção de milho de verão enfrentou recuo, estimado em 25,6 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra ("safrinha") viu um aumento de 2%, chegando a 108,2 milhões de toneladas, impulsionada por melhorias de produtividade em estados como Paraná e Goiás.
Consumo interno de soja se manteve estável com projeção de 60 milhões de toneladas, enquanto o de milho subiu para 89,5 milhões de toneladas, principalmente devido à demanda por etanol, com exportações mantidas em 42 milhões de toneladas.
A produção de soja no Brasil, na safra 2024/2025 deve registrar o maior volume já produzido, 168,75 milhões de toneladas. A projeção é da consultoria Stonex, divulgada nesta terça-feira (1). Com a finalização da colheita da soja plantada na Bahia, a produção teve um incremento de 500 mil toneladas. De acordo com a especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi, na Bahia, a produtividade nas lavouras subiu para 4,08 toneladas por hectare, enquanto o rendimento médio nacional ficou em 3,57 t/ha.
No caso do milho de verão, a consultoria projetou um recuo e a primeira safra do cereal passou a ser estimada em 25,6 milhões de toneladas. Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, a leve queda foi motivada por uma redução da produtividade no Piauí, que não foi compensada pelo aumento de rendimento no Tocantins. “A safra de verão deste ano ficou abaixo de 2024. Porém, essa diminuição ocorreu devido à área menor, enquanto a produtividade média nacional avançou”, diz Bulascoschi.
Safra de milho safrinha
Em relação à segunda safra de milho, a estimativa também elevada, passando de 106,1 para 108,2 milhões de toneladas – um avanço de 2% em relação ao mês de junho. O aumento foi impulsionado por ajustes positivos de produtividade em estados como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins, elevando o rendimento médio nacional para 6,17 t/ha. Nesse ciclo, de forma geral, o clima foi bastante positivo para as lavouras, com ocorrências de chuvas em parte das áreas produtoras em junho. “Com esse incremento, a produção total de milho no ciclo 24/25 subiu para 136,1 milhões de toneladas, frente aos 134 milhões estimados no mês passado. O número inclui também pouco mais de 2 milhões de toneladas da terceira safra”, realça o analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Consumo interno de soja se mantém e de milho aumenta
Não houve alterações nas estimativas de demanda interna de soja. O consumo no Brasil segue projetado em 60 milhões de toneladas, e as exportações em 107 milhões de toneladas. Dessa forma, os estoques finais da oleaginosa esperados para 24/25 foram ajustados para 4,95 milhões de toneladas, refletindo o aumento de 500 mil toneladas na estimativa de produção.
Para o milho, a principal mudança ocorreu no consumo doméstico, que passou de 89 para 89,5 milhões de toneladas, sustentada pela demanda aquecida para produção de etanol. As exportações foram mantidas em 42 milhões de toneladas.
Com isso, o relatório da StoneX destaca que o foco do mercado agora se volta para os desdobramentos dos próximos meses, que serão determinantes para o ritmo das exportações brasileiras de milho. “Eles estarão no radar para definir os volumes dos embarques, mas é importante ressaltar que o desempenho da safra norte-americana 2025/26 também será um fator decisivo nesse cenário”, conclui Bulascoschi.
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