
Veranico nas últimas semanas impulsionou ciclo do alface e aumentou a oferta
Cláudio Lucas Capeche/Embrapa
O preço da alface crespa e da alface americana registra queda nas principais áreas produtoras do cinturão verde paulista. A retração nas cotações atinge as praças de Ibiúna e Mogi das Cruzes. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a desvalorização é impulsionada pela elevação da oferta da hortaliça no mercado interno.
O tempo mais firme registrado nas últimas semanas nas regiões produtoras contribuiu para o encurtamento do ciclo de cultivo da alface. Essa condição acelerou o ritmo de colheita no campo, resultando em uma maior disponibilidade do produto para distribuição nos centros de abastecimento.
Em Ibiúna (SP), o volume de alface americana teve um aumento expressivo. O excesso de mercadoria, somado à baixa procura por parte dos compradores, provocou uma variação negativa acentuada para a variedade. Já em Mogi das Cruzes (SP), a elevada oferta de alface crespa dificulta o escoamento da produção, forçando os produtores a realizarem reajustes de preços mais intensos do que os praticados na americana.
Frente fria e comportamento do consumo
Para os próximos dias, pesquisadores do Cepea indicam que a chegada de uma frente fria à Região Sudeste deve alterar a dinâmica do mercado de hortaliças. O declínio nas temperaturas costuma prolongar o ciclo de desenvolvimento das plantas no campo, o que reduz e controla naturalmente a velocidade da oferta.
Por outro lado, o clima frio reduz o consumo de folhosas pela população, o que mantém os preços pressionados no campo. O equilíbrio entre oferta e demanda dependerá da intensidade das temperaturas nos próximos dias.
A alface é uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, e o cinturão verde de São Paulo responde por grande parte do abastecimento da Região Metropolitana. Variações de preço na roça afetam diretamente a margem do produtor e o valor final pago pelo consumidor nos supermercados e feiras livres
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