
Produção de soja no Brasil deve superar 170 milhões de toneladas
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A safra recorde de soja no Brasil reduziu o preço do óleo de soja em 10,20% no acumulado de 2026. O dado, divulgado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), aponta que a categoria de óleos registrou queda de preços em maio e acumula deflação de 6,05% no ano, aliviando o bolso das famílias.
O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, avalia que o comportamento dos preços está diretamente relacionado ao aumento da oferta de soja no mercado nacional e internacional. De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a colheita da oleaginosa está praticamente encerrada no Brasil. O resultado confirma a safra recorde no País, projetada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 180 milhões de toneladas.
Disponibilidade global favorece o consumo
O resultado da colheita impacta diretamente o orçamento das famílias, já que o óleo de soja é um item essencial na cesta de compras e possui relevância no preparo das refeições diárias. A combinação entre a safra recorde interna e a maior disponibilidade global da commodity favorece a redução contínua dos preços, criando um cenário positivo para o consumo. Felipe Queiroz também destaca que as perspectivas seguem favoráveis para a oferta global devido ao avanço da colheita na Argentina e ao progresso da semeadura nos Estados Unidos.
Além da queda observada nos óleos, o levantamento da APAS indica estabilidade em outras categorias importantes para o orçamento doméstico. Os artigos de higiene e beleza registraram recuo de 0,16% em maio. Já os produtos de limpeza acumulam uma variação moderada de apenas 0,39% no ano de 2026, consolidando um período de menor pressão sobre o bolso do consumidor.
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