Resumo
Campanha Abril Laranja destaca o combate à crueldade animal em Santa Catarina, estado que registra avanços com políticas de castração, incentivos à denúncia e investimentos superiores a R$ 17 milhões em programas de controle populacional, resultando em mais de 80 mil procedimentos em 273 municípios.
Castração é apontada como principal estratégia por especialistas e autoridades para combater o abandono de animais, consolidando Santa Catarina com o maior programa estadual de castração pet do país, além de avanços legislativos como a proibição de fogos com estampido e a Lei do Animal Comunitário, que protege animais cuidados coletivamente.
Redução de práticas violentas, como a Farra do Boi, é observada após ações integradas e endurecimento da punição com a Lei Sansão, enquanto autoridades enfatizam a importância da denúncia anônima e da conscientização pública para fortalecer a proteção animal e tornar o estado referência nacional.
Neste mês de abril, a campanha "Abril Laranja" intensifica o enfrentamento à crueldade animal em Santa Catarina, estado que vem registrando avanços significativos com a implementação de políticas de castração e o incentivo às denúncias.
Com uma das maiores populações de pets do mundo — superando 149 milhões de animais segundo o IBGE —, o Brasil debate a necessidade de ações públicas eficientes para garantir o bem-estar animal. Em solo catarinense, o governo estadual já investiu mais de R$ 17 milhões em um programa de controle populacional que alcança 96% do território, resultando em mais de 80 mil procedimentos realizados em 273 municípios.
Controle populacional e abandono
A castração é apontada por especialistas e autoridades como a principal ferramenta para combater o abandono. O raciocínio é direto: um animal castrado não gera ninhadas indesejadas que, muitas vezes, acabam nas ruas. Santa Catarina consolidou o maior programa de castração pet do país em âmbito estadual, tratando o controle populacional como política de saúde pública e segurança.
Além do controle de natalidade, o estado avançou na legislação protetiva. Entre as medidas em vigor estão a proibição de fogos de artifício com estampido — que reduz o estresse e sofrimento físico dos animais — e a Lei do Animal Comunitário. Esta última, criada após a repercussão de um caso de maus-tratos contra o cão "Orelha", reconhece e protege animais que vivem em espaços públicos, mas que são cuidados coletivamente por uma comunidade.
Redução da criminalidade e canais de denúncia
Os resultados das ações integradas também aparecem no combate a práticas culturais violentas, como a "Farra do Boi", que é crime no Brasil. Enquanto no ano passado 40 pessoas foram indiciadas por essa prática em Santa Catarina, neste ano não houve registros da ocorrência até o momento.
Para manter a redução dos índices de violência, as autoridades reforçam a importância da denúncia anônima via delegacia virtual ou pelos números 190 e 181.
Com a vigência da Lei Sansão, a pena para maus-tratos contra cães e gatos foi endurecida, podendo chegar a cinco anos de prisão, além de multa. A conscientização da população, aliada ao rigor da lei e ao acesso fácil aos canais de denúncia, é vista como o caminho para consolidar o estado como referência em proteção animal.

