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É azedo e saboroso: tamarindo tem origem na África e é da família da soja

A produção se concentra em São Paulo, Minas Gerais e algumas regiões do Nordeste, como Ceará e Pernambuco

Da redação
DA REDAÇÃO

21/12/2025 • 13:52 • Atualizado em 21/12/2025 • 13:52

Polpa do tamarindo é usada na gastronomia

Polpa do tamarindo é usada na gastronomia

Divulgação/Flora do Senado

Resumo

O tamarindo é uma fruta tropical originária da África Equatorial, adaptada ao clima brasileiro, com polpa agridoce valorizada na indústria de alimentos e bebidas, cuja oferta é mais restrita e preços mais altos em dezembro.

A produção comercial concentra-se em polos de São Paulo, Minas Gerais e Nordeste, com destaque para Irapuru (SP), Aracati (CE) e Conceição das Alagoas (MG), favorecidos por clima seco durante a maturação do fruto.

A análise econômica da cultura enfrenta desafios pela falta de dados oficiais consolidados, já que volumes de produção são agrupados em categorias genéricas nos censos agropecuários, obrigando o setor a usar informações dos grandes entrepostos para monitorar o mercado.

O tamarindo (Tamarindus indica) é uma fruta tropical que, apesar de perfeitamente adaptada ao clima brasileiro, tem suas raízes na África Equatorial. Pertencente à família das leguminosas, a mesma do feijão e da soja, o fruto se destaca no agronegócio nacional por sua polpa agridoce, muito utilizada na indústria de alimentos e bebidas. Neste mês de dezembro, o produto entra em seu período de oferta mais restrita no mercado e, por isso, o preço fica mais alto.

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Segundo informações da Embrapa, embora o tamarindeiro se desenvolva bem em quase todo o território nacional, a produção comercial em maior escala concentra-se em regiões específicas de São Paulo, Minas Gerais e do Nordeste, como Ceará e Pernambuco.

Polos de produção

A distribuição geográfica do cultivo é estratégica para o abastecimento dos grandes centros. Dados da CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o maior entreposto da América Latina, apontam os municípios que lideram o envio da fruta para a capital paulista.

Entre os destaques na produção de tamarindo estão Irapuru (SP), no interior paulista, Aracati (CE), no litoral cearense, e Conceição das Alagoas (MG). Essa diversidade de origens comprova a adaptabilidade da cultura, que favorece regiões com estações secas bem definidas.

De acordo com especialistas, o excesso de umidade durante a maturação pode prejudicar a qualidade do fruto, o que torna o clima semiárido ou tropical com inverno seco ideal para o manejo.

Veja esta receita com tamarindo!

Entenda a sazonalidade

Para o produtor rural e para o consumidor, compreender o calendário de oferta é essencial para o planejamento. Quem busca a fruta no varejo no final do ano, como agora em dezembro, costuma encontrar preços mais elevados.

Isso ocorre porque o pico da safra — classificado como oferta "Forte" pela CEAGESP — concentra-se no segundo semestre, especificamente entre os meses de agosto e outubro.

Os meses de julho e novembro apresentam uma oferta considerada "Média". Já o restante do ano, incluindo dezembro e o início do próximo ano, é marcado por uma oferta "Fraca", caracterizando o período de entressafra (intervalo entre o fim de uma colheita e o início da outra).

Desafio nas estatísticas

Um dos gargalos para a análise econômica mais profunda da cultura do tamarindo é a escassez de dados oficiais consolidados. Diferente de commodities como soja, milho ou café, que possuem levantamentos sistemáticos, o tamarindo carece de números nacionais precisos.

Não existe um levantamento específico da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) ou do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com projeções para a "Safra de Tamarindo 2025".

Nos censos agropecuários, os volumes geralmente são diluídos em categorias genéricas como "Outras Frutas" ou "Frutas Exóticas". Isso dificulta a obtenção de um volume total de produção em toneladas para o país, exigindo que o setor se baseie majoritariamente nos dados de entrada dos grandes entrepostos para balizar o mercado.

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